Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2018

Esperando a condição ideal?

Obrigada por sua visita ao meu blog. Hoje gostaria de compartilhar com você uma questão: Qual a condição ideal para que coisas boas aconteçam? E para facilitar a compreensão do que eu quero tratar vou usar como exemplo a gravidez. Qual a condição ideal para que uma mulher engravide? (Não se preocupe. Não estou fazendo uma pesquisa para saber como engravidar. Não é o caso). Bem, provavelmente a resposta correta para minha pergunta seja: a condição ideal para que uma gravidez ocorra é que a mulher seja saudável, fértil e esteja numa idade entre 18 a 25 anos.  Maternidade é um tema que me impressiona. Eu acho que Deus mantem este tema envolto em um grande mistério. Sou fascinada com o que ele faz à mulher quando ela se torna mãe e como ela se transforma a partir do momento em que o resultado dos seus exames dá positivo. É impressionante!  Quero mencionar algumas pessoas que podem ser facilmente reconhecidos: Sara, Rebeca, Raquel, Ana e uma que teve seu nome oculto, a mulher de Manoá. O que…

Para morrer basta...

Você já se deu conta de quão frágil a vida é? Não é à toa que comumente dizemos: para morrer basta estar vivo. Não há nada que se possa fazer para evitar a morte. Ela faz parte do ciclo da vida. E por mais que faça parte da vida é um assunto que nos deixa desconfortáveis. E é exatamente por ser desconfortável que o assunto da morte deveria estar presente em nosso dia a dia. É pensando nela que melhoramos a nossa maneira de viver.  A bíblia diz que é melhor estar na casa do luto do que na casa onde há festa (Eclesiastes 7:2). Estranho? Pode parecer. No entanto, ao analisar esta afirmação encontramos um conselho muito bom. É voltando de um velório ou enterro que nos colocamos a pensar em como temos vivido. Temos cuidado da nossa saúde biológica, familiar e social? Temos tomado decisões acertadas? Valorizamos questões que realmente têm valor?  Analisamos por que sabemos que esse é o fim de nossas vidas. Analisamos porque sabemos que ao morrer não levamos nada conosco.  Bens materiais, stat…

O segredo do sucesso

Faço parte do time dos que não se interessam por futebol até chegar a copa do mundo. Eu realmente torço para que o Brasil, representado pelos jogadores de futebol, conquiste o prêmio. Ligo o velho rádio, fico atenta. Vibro com os gols feitos e me decepciono com os gols sofridos. Junto-me aos tantos brasileiros que renovam suas esperanças por um momento feliz no país.  Já escrevi muito sobre esportes, apesar de não praticar nenhuma modalidade atualmente. Já li e estudei bastante sobre estratégias de jogo e treino. Não me tornei especialista, mas já fui mais interessada no assunto. Hoje só torço por vitórias dos atletas do meu país. No entanto, tenho que admitir que é frustrante torcer. Há muito estrelismo e falta o profissionalismo e seriedade para conquistar o grande prêmio. Com a saída do Brasil do mundial, torci para que a Croácia ganhasse a competição. Afinal, já perdemos para a França no passado. Mas, como diz o ditado, o pior cego é aquele que não quer ver. Ganha quem faz o melhor …

Sobre a lista de objetivos

Você é daquelas pessoas que fazem listas de objetivos no início do ano? Ou daquelas que estipulam metas para longo e curto prazo? Se você é, eu não sei. O que sei é que eu sou uma destas pessoas. Devo dizer que eu já fiz isto com mais empenho quando mais nova. Talvez eu tenha aprendido com as entrevistas de emprego. Nelas sempre aparece a pergunta: onde você quer estar daqui a cinco anos. Isto é longo prazo, não é? Ou longo prazo é mais de cinco anos? Confuso! Bem, eu sei que eu tive uma lista em especial em que pontuei algumas metas para minha vida. E passados alguns anos, percebo que minha lista está por um triz de se acabar. Eu era bem mais nova do que sou hoje. Estava liderando o grupo de jovens da minha igreja. Numa de nossas reuniões eu, inspirada pelos ensinamentos de John Maxwell, que também fala muito de metas, sugeri aos jovens que me acompanhassem em fazer uma lista de objetivos. Eu os Incentivei a colocar no papel os seus sonhos pequenos e grandes, metas para curto e longo …

Deus é tão bom para mim

Entrei no meu carro fechei a porta, afivelei o cinto de segurança, dei a partida e liguei o rádio. Sai ouvindo uma música interpretada pelo bispo Jonathan Alvear. Deus é tão bom para mim era a música que estava tocando. Eu ouvia aquela canção e pensava na sua letra. As notícias não são boas, há desafios por todos os lados. Muitas famílias passando por tempos turbulentos. “Às vezes dias vem com pesar e aflição e na jornada quanta dor deixa triste o coração...”. Embora o desejo do nosso coração seja o de viver em todo o tempo dias de prazeres e alegria, estes dias difíceis são reais. Nem sempre estamos sorrindo. Nem sempre estamos cantando. Nem sempre estamos saudáveis. Nem sempre temos sossego financeiro. Existem os dias contrários. Dias que nossa fé é desafiada, que nos falta o sorriso, que não nos vem a inspiração para cantar. Mas... Esta pequena palavra é fantástica! Mas, continua a música, quando eu fico a pensar no amor de Deus e seu cuidar, não posso nunca me queixar, Deus é tão …

Tarda mas não falha - Será?

Deus tarda mais não falha. Esta é uma expressão popular que com certeza você já ouviu. Eu não concordo com ela. Não creio que Deus falha nem que atrase em suas ações. Sei, no entanto, que somos ansiosos demais e que a espera não é confortável para a maioria de nós.  O sábio rei Salomão escreveu que “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Estas palavras estão mais de acordo com o Deus que eu conheço. Ele é, como muitas vezes já escrevi aqui, um Deus de propósitos. Além disso ele não considera o tempo como nós consideramos. Está escrito no livro de 2 Pedro cap. 3 as seguintes palavras: “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia”. Seguidas destas palavras está a seguinte informação: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. Há um propósito da parte de Deus para cada um de nós e este proposito…

Seu nome está na lista?

Recentemente meu pai me fez recordar o período em que eu estava tentando ingressar na universidade. Foram quatro tentativas consecutivas e três delas não deram certo. Escolhi o curso de Decoração (Design de Interiores) e para ingressar nele é necessário ser aprovado em três fases: prova de habilidade especifica, prova de múltipla escolha e prova dissertativa. Fui aprovada nas duas primeiras fases mais de uma vez o que me fazia alimentar uma expectativa de ingressar na universidade. Estava fora de cogitação entrar numa faculdade paga. Naquela época não havia opções de ingresso ao ensino superior como existe hoje. A opção era exclusivamente o vestibular.   As rádios da cidade viam o vestibular como uma oportunidade de manter a audiência lá em cima e sempre divulgavam os nomes dos aprovados no momento em que as universidades liberavam a lista. Claro que como candidata a uma vaga eu era uma ouvinte que contribuía com a audiência das rádios. Era muita tenção quando eles anunciavam que iam c…

Simples assim!

Sábado passado, dia 19 de maio, foi aniversário de casamento dos meus pais. Eles completaram 39 anos de união. É uma boa caminhada, não é mesmo? Pelo percurso enfrentam temporadas boas e temporadas ruins e seguem unidos com a ajuda de Deus e comunhão familiar. Eles são um exemplo para mim. Não são super-heróis; são reais. Sou grata a Deus pelo privilégio de ser fruto desta união.  Enquanto isso na Inglaterra o príncipe Harry e agora duquesa Megan contraíam matrimonio. As atenções de milhares de pessoas estavam voltadas para eles. Um casamento real, muitas expectativas e especulações. E como sempre, a chegada da noiva foi o momento mais aguardado por todos. Como seria seu vestido? Muito brilho? Apliques, rendas, pedrarias? E o modelo? Evidenciaria suas curvas, deixaria seu colo à mostra? Ou seria volumoso? A indústria da moda aguardava ansiosa para lançar as novas tendências. Momento ideal já que maio é o mês das noivas.  Após a reverencia à rainha, o carro com a noiva se aproxima da cap…

Tu sabes tudo

Eu aprecio a resposta de Pedro a Jesus quando indagado pela terceira vez se ele o amava. Constrangido pela semelhança da quantidade de perguntas e a quantidade de negativas que dera sobre Jesus ele responde: tu sabes tudo, tu sabes que te amo. (Jo 21:17) Ora, Pedro havia negado conhecimento do mestre em meio a pressão e Jesus já o havia advertido que assim ele faria. Mas, como prever as reações? O discípulo não podia imaginar que diante da situação adversa reagiria assim. Seus medos foram maiores que ele.  Tu sabes tudo. Pois bem, Jesus sabia que ele o negaria e que de fato o negou. Jesus sabia que ele se mostrava valente, mas que no momento do aperto ele se acovardaria. Jesus o conhecia bem e por conhecê-lo tão bem o escolheu. Interessante né? Sua escolha não foi depois da negativa de Pedro. Quantos mais Jesus escolheu antes dos erros? Que tal Davi? Salomão? Eu? Você? Jesus nos conhece do fim ao começo. Ele quem nos fez. Conhece nossa vida por inteiro. E mesmo assim nos escolheu. Se…

Basta!

José foi um personagem de muita visibilidade na história cristã. Ele inspira e instiga a muitos. Conhecido como sonhador é muito citado em mensagens motivacionais. Ele pertencia a uma família muito numerosa e seu pai era ninguém menos que Jacó, o homem que deu nome a uma grande nação, Israel. O desenrolar de sua história revela muitos detalhes que chamam a atenção. E um deles especificamente tem se acendido diante dos meus olhos que é a reação de Jacó ao saber da “morte de José”. (Gênesis 37). Jacó recebeu a noticia de morte do seu filho José como uma verdade. A túnica de várias cores lhe foi entregue toda manchada de sangue. Aquilo para Jacó representava a veracidade da situação apresentada. Ele chorou e se cobriu de luto. Jacó não podia suportar a ideia que seu filho amado, fruto da sua velhice, estava morto. José representava algo muito bom na vida de seu pai. Era seu troféu. Porém, naquele momento todo o bom e melhor havia acabado. Jacó não foi mais o mesmo. Sua alma estava cheia d…

Quase fui mordida por uma cobra venenosa

Era década de 90. Eu brincava com uma prima no quintal da minha casa. Passávamos pra lá e para cá quando percebi algo estranho, tinha cor e estava se movendo. O que seria aquilo? Apesar da estranheza passei várias vezes em frente daquela parede de tijolos cheia de buracos. Minha casa estava rodeada de terrenos baldios e eles estavam todos com o mato alto. O ambiente era propicio as cobras e outros animais peçonhentos. Quando passou pela minha cabeça que aquilo na parede poderia ser uma cobra eu parei para observar. Consegui identificar as cores pretas, vermelhas e brancas e estava começando a sair do buraco. Corri para dentro de casa a chamar meus pais. Quando eles chegaram ficaram assustados. Sabiam que estávamos brincando próximas demais a uma cobra venenosa. Quebraram alguns tijolos e conseguiram matar a cobra. Era uma coral adulta de mais ou menos um metro, provavelmente havia escolhido o buraco do tijolo para por seus ovos. Esse tipo de serpente não dá bote e quando se sente amea…

Foram escoriações leves

Era fim de ano e eu estava muito animada. Ansiosa como sempre me assentei “colada” à porta do caminhão. Saímos com o horário apertado. Faltava pouco para o inicio do ensaio. O ano era 1991. Eu tinha nove anos de idade e cursava a terceira série do ensino fundamental. Meu pai era proprietário de um comercio de materiais para construção. Ele tinha um caminhão caçamba que usava para carregar areia, brita e outros materiais pesados. Eu e meus irmãos amávamos brincar no caminhão. Era uma aventura.  A escola faria uma apresentação de fim de ano naquele dia. Uma das músicas que estavam ensaiando para a apresentação era do cantor Roberto Carlos “O Calhambeque” e "Biquíni de Bolinha Amarelinha" da banda Blitz. As meninas se vestiriam com saias rodadas e usariam luvas e óculos escuros. Os meninos jaquetas jeans e óculos escuros. Estavam todos animados. E eu apesar de não participar da dança, seria chamada ao palco para pegar o meu “diploma” de terceira série. Estava orgulhosa da minha …

Tudo mudou desde então

Após ouvir do dirigente do culto uma menção sobre a vida de José, personagem bíblico de uma história marcante, fiz uma pequena anotação em meu bloco de notas. Sabia então que a próxima mensagem a postar aqui no blog seria sobre José. Eu amo a história deste homem e com ela aprendo muito sobre o agir de Deus.   Rejeitado pelos irmãos, vendido como escravo, serviçal na casa de Potifar, preso injustamente, vidente no cárcere... Quantas situações ele viveu! Depois de saber a história completa eu gosto do que leio. Aprecio o mover de Deus e como ele age diferente daquilo que pensamos ou imaginamos. José foi um sonhador incompreendido. Talvez tenha se adiantado em revelar seus anseios. Ele assim como muitos de nós não imaginava o que seus desejos poderiam provocar nas pessoas ao seu redor. Mesmo assim não deixou de sonhar. Ele pensava grande.Sua vida virou do avesso quando seus irmãos o tomaram por insolente. O jogaram na cisterna. Depois o tiraram de lá para vendê-lo aos mercadores. Livraram…

O dia em que eu fugi de casa

Você conhece esta história? Então, foi mais ou menos assim que tudo aconteceu: Eu e minha prima brincávamos no quintal da casa da minha avó. Quantos anos nós tínhamos? Oito? Nove? Não me lembro. Minha avó era uma mulher vaidosa. Ela cuidava bastante da sua aparência e saúde. As embalagens dos cosméticos que ela usava viravam nossas ‘panelinhas’ após o descarte. E era com aqueles potinhos que estávamos brincando naquele dia. Dentro de casa os adultos se dividiam entre homens na sala assistindo provavelmente uma corrida de formula 1, quando Ayrton Senna ainda brilhava nas pistas, e mulheres na cozinha conversando e preparando o almoço de domingo. Nós duas estávamos entediadas. Não queríamos mais brincar com os potinhos de antitranspirante Pierre Cardin (nossa isso soa pré-histórico né?) ou potinhos de alumínio de creme Nívea. Então tivemos uma ideia. Decidimos que deixaríamos os adultos na casa da minha avó e iriamos sozinhas para a minha casa. Eu achava que não teria problemas em achar o ca…

Pesado...

Este ano começou trazendo algumas notícias tristes para o meu meio de convívio; doenças comportamentos estranhos e morte. Seria ótimo se tivesse começado diferente. O interessante é que estes desafios da vida nos leva a refletir melhor sobre o que temos feito como temos feito, com quem e onde temos feito e para onde nossas ações nos levarão? Qual será o nosso destino? São situações adversas que nos tira do conforto e nos faz querer ser e fazer melhor. A bíblia tem um verso que sempre me deixou muito reflexiva. “O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria”. Eclesiastes 7:4 Ou noutra versão: É melhor estar na casa onde há luto do que na casa onde há festa. Estas palavras me fazem analisar os fatos. Quem deseja ser melhor quando se está comendo, bebendo, dançando e festejando? Qual é o individuo que pensa no proposito da vida quando está numa festa? Por outro lado, quem é que não pensa sobre isso quando está numa casa onde há luto? O que mais acon…

O projeto executivo de Deus

Trabalhando com projetos a quase dez anos tenho aprendido o quanto é importante ser prudente no desenvolvimento de um conceito.  Temos vários recursos para colocar no papel as muitas ideias que vem à mente num processo criativo. Porém, o amadurecimento de uma ideia é um processo muito criterioso. É preciso avaliar e excluir qualquer possibilidade de erro. E assim mesmo um projeto definido pode apresentar falhas na execução. É muito frustrante quando isso acontece porque do projeto à execução há um intervalo considerável e um trabalho intenso. Todo esse pensamento sobre projeto versos execução me leva a refletir sobre os propósitos divinos. Deus é um Deus de propósitos. Ele é excepcional em tudo o que faz e me falta palavras para descrever suas ações. Diferente de um designer Deus não comete erros. Uma das razões para isto é que Ele conhece o fim antes do começo. “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante…

Tranquilidade em meio a tempestade

Terça-feira à tarde começou um temporal em minha cidade. Eu estava no escritório trabalhando prestes a terminar o expediente. Eu podia ver pelas janelas que a chuva estava acompanhada de muito vento. Não me passou pela minha cabeça o que viria a seguir. Despedi-me dos colegas de trabalho e me encaminhei para o estacionamento. Era preciso encarar o temporal. Entrei no carro e sai. A chuva realmente estava muito forte. Já nos próximos 500m eu percebi que os motoristas estavam acionando o pisca alerta dos carros. Eles estavam parando porque não dava para atravessar uma das principais avenidas da cidade. Não tive opção. Liguei o pisca alerta e parei o carro. As palhetas limpadoras de para-brisa estavam frenéticas. A água da chuva tinha tomado toda a via de acesso principal daquele cruzamento. A enxurrada estava chegando próximo de onde havia parado o carro. Ventava muito e a chuva não dava trégua. Muitas vezes ouvi de problemas com chuva neste mesmo cruzamento onde eu estava. O histórico,…

Como está seu repertorio?

Dias atrás eu e minha irmã tivemos uma conversa sobre repertorio. Naquela conversa especificamente falávamos a respeito de sobremesas. Pois é. Um assunto que talvez não lhe chame muito a atenção. Estávamos felizes porque ao pontuarmos nossos conhecimentos chegamos à conclusão de que sim, nós temos um bom repertorio, pelo menos acima da média de pessoas que não atuam na área da confeitaria.  O mais interessante sobre o repertorio é a experiência adquirida. E falando de sobremesas é necessário executar receitas diferentes para obter um bom repertorio. Quais as receitas mais comuns nos lares brasileiros? Pudim de leite condensado? Uma delícia né? Ou seria a mousse de frutas? Também gosto. Aliás, difícil não gostar de doces. O que dizer do brigadeiro? Com quantos anos aprendemos fazer esta receita tradicional aqui no Brasil e exportada para o mundo?  Então em média quantas sobremesas uma pessoa comum (que não tem uma formação acadêmica em confeitaria) sabe fazer? Quatro a cinco?  Tudo bem. N…

Cheiro de Eucalipto e uma Gota de Esperança

Recentemente meu lugar de trabalho foi alterado e passei a fazer um caminho diferente para chegar até lá. O novo endereço me faz passar à margem de um parque da cidade onde se tem uma reserva ambiental considerável. Passando por este caminho é difícil ignorar o cheiro suave de eucalipto que exala do parque. O cheiro é inconfundível e me traz à memoria boas lembranças. Estudei meu ensino fundamental numa escola próxima à UFU (Universidade Federal de Uberlândia). O terreno da universidade, na época, era todo cercado por eucalipto. Eu e meus irmãos voltávamos a pé da escola para casa. Podíamos sentir o cheiro de eucalipto por todo o caminho. Era um cheiro muito bom. Aqueles eucaliptos que contornavam a universidade formavam uma barreira visual e quem estava de fora não conseguia ver muita coisa do que se passava do lado de dentro. Sempre que passava por ali eu ficava imaginando como seria estudar na universidade. Eu pensava: um dia vou estudar aqui. O tempo passou e eu mudei de escola para…

Manancial no deserto

A bíblia é o livro mais lido do mundo. Sua leitura, no entanto não é a das mais fáceis. Se você é uma das pessoas que já leu a bíblia completa certamente já teve dificuldade de prosseguir com a leitura ao se deparar com as genealogias, leis e números. Com sua linguagem variada (literal, figurada e parábolas) a bíblia é um livro impressionante e completo. Suas palavras são inspiradas por Deus e ela é sem sombra de dúvida uma fonte de orientação para nós.  Comecei o ano disposta a ler novamente a bíblia por inteiro. Porém, desta vez me propus a ler a versão em castelhano (Reina Varela). E como esperado, ao me deparar com as genealogias comecei a ter dificuldade de leitura (agora não apenas pelas repetições, mas também pela complicação do idioma).  Colocando as dificuldades de lado prossegui. É intrigante como cada leitura pode revelar algo novo. Um detalhe que antes havia passado despercebido pode ser encontrado e tornar a leitura muito mais interessante. É possível encontrar esses det…

Aumente seu repertório

Sempre aos domingos, quando eu e meus irmãos éramos crianças, íamos com meu pai em uma praça da cidade para brincar. Era muito bom aproveitar o parquinho feito com madeira pintado com cores vibrantes instalado na areia. Às vezes se acomodava naquela praça um parque itinerante com brinquedos como carrossel e roda gigante. Obviamente ali era um ponto importante para os comerciantes que montavam suas barraquinhas de lanches e brinquedos. Era comum ver aquelas bolas gigantes e coloridas por todo o lado. Meus irmãos ficavam bastante animados com os brinquedos mais “emocionantes”. Eles sempre queriam aproveitar a roda gigante. Ao contrario deles eu preferia algo mais “leve”, não gostava de “aventuras”. Enquanto eles arrastavam meu pai para a fila dos brinquedos eu tentava ganhar uma bola gigante. Era assim todas as vezes, eles em busca de aventura e eu me contentando em ganhar uma bola. O fato era que a bola me permitia ficar em minha zona de conforto. Não sei você, mas eu sempre preferi f…

Fases

Por muitos anos eu dependi de transporte publico. O fato de andar de ônibus, frequentar pontos e terminais de ônibus, dividir o mesmo espaço com muitas pessoas desconhecidas e passar diariamente por desconfortos, me inspirou a escrever diversas reflexões. Foram inúmeras as vezes que tive que correr para não perder o transporte coletivo, em dias de chuva me molhei com a água lançada pelas rodas dos ônibus, em dias de calor enfrentei o mau cheiro dos trabalhadores e passageiros dentro do automóvel e foram realmente muitas experiências adquiridas ao longo dos anos. Passei pelo processo de habilitação. Minha pauta durou 5 anos numa autoescola. Só consegui passar na quarta tentativa. Depois de passar e com a minha CNH em mãos andei ainda muito tempo de ônibus. Eu sabia que na minha carteira estava minha habilitação para dirigir e esperava pelo transporte coletivo com muita esperança de um dia ter o meu carro. O tempo passou. Sempre passa! Graças a Deus que passa! Finalmente adquiri o meu ca…

Um recurso superior

Lembro-me de uma noite quando estávamos para dormir e minha irmã mais velha, que dividia o quarto comigo, começou a chorar de medo. Morávamos rodeados por terrenos baldios. Ela dizia ter ouvido barulhos e se recusava a dormir. Então meu pai se levantou, foi até ao nosso quarto, pegou minha irmã pela mão e a levou para fora de casa na direção de onde ela supostamente havia escutado o barulho. Meu pai sabia que não tinha nada de errado lá fora e queria provar para minha irmã que aquele medo era sem razão. Era sempre assim, ele nos incentivava a encarar o medo, num parque de diversões a encarar uma ‘montanha russa’ ou no mar a encarar as ondas ou numa mureta a pular nos braços dele. Crescemos desafiados a encarar o medo e a não nos rendermos à primeira dificuldade. Minha mãe nos ensinou a encarar os desafios emocionais. Ela literalmente nos ensinou como “engolir o choro”. E quando a situação ultrapassava os recursos humanos ele e minha mãe não deixavam de nos incentivar. Eles nos apresentaram um recu…

Ponderações necessárias

Um dos primeiros textos ‘reflexivos’ que escrevi, espontaneamente, teve como título “Castelos
de areia”. Lembro-me de ter sentado na calçada da minha casa com um caderno na mão e
muito pensamento fluindo pela minha mente.
Eu havia passado por uma grande desilusão. Lembrei-me de quando brincava em montes de
areia e das minhas primeiras vezes visitando o mar. Estava emocionalmente abalada, porém,
minhas ideias estavam amadurecendo. Comparei minha situação a um castelo de areia. (Por
algum tempo, meus pais trabalharam com material de construção e mantiveram um deposito
de areia). Quando tinha a oportunidade de ir ao deposito eu não perdia a chance de brincar.
Passava horas acrescentando detalhes ao meu ‘castelo’ e por fim tudo o que eu havia
construído se desfazia. Da mesma forma acontecia quando brincava na areia da praia, com o
acréscimo das ondas do mar a derrubar minha construção.
Eu associei minha desilusão a esta imagem. Um castelo de areia se desfazendo. Havia sonhado
com uma situ…

Não tenho o sino como opção

Havia chegado novamente a ocasião de passar minhas roupas. Não gosto muito desta atividade e para amenizar o tédio sempre coloco mensagens ou músicas para ouvir. E naquele dia fiz o mesmo processo. Armei a banca de passar e programei uma pregação no computador. Escolhi ouvir o pregador Elias Limones. Ele é pastor de uma igreja na Califórnia nos EUA e ministra cultos em espanhol e inglês. Amo espanhol e a ‘predicacion’ escolhida tinha como tema: ‘Eliminando la opción de retroceder’. A ilustração usada para o desenvolvimento da mensagem foi a história contada no livro “O único sobrevivente” de Marcus Luttrell. Ele tem uma narrativa bastante intensa sobre os SEALs (são os soldados mais bem treinados dos EUA). Eu já tive a oportunidade de ler o livro e também já tinha escutado outra mensagem com base na sua narrativa.  Segui passando minhas roupas enquanto o pregador desenvolvia sua mensagem. Estava ficando interessante e eu sabia onde ia chegar. Não é preciso dizer que meu tédio passou ra…