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Mostrando postagens de 2018

Manancial no deserto

A bíblia é o livro mais lido do mundo. Sua leitura, no entanto não é a das mais fáceis. Se você é uma das pessoas que já leu a bíblia completa certamente já teve dificuldade de prosseguir com a leitura ao se deparar com as genealogias, leis e números. Com sua linguagem variada (literal, figurada e parábolas) a bíblia é um livro impressionante e completo. Suas palavras são inspiradas por Deus e ela é sem sombra de dúvida uma fonte de orientação para nós.  Comecei o ano disposta a ler novamente a bíblia por inteiro. Porém, desta vez me propus a ler a versão em castelhano (Reina Varela). E como esperado, ao me deparar com as genealogias comecei a ter dificuldade de leitura (agora não apenas pelas repetições, mas também pela complicação do idioma).  Colocando as dificuldades de lado prossegui. É intrigante como cada leitura pode revelar algo novo. Um detalhe que antes havia passado despercebido pode ser encontrado e tornar a leitura muito mais interessante. É possível encontrar esses det…

Aumente seu repertório

Sempre aos domingos, quando eu e meus irmãos éramos crianças, íamos com meu pai em uma praça da cidade para brincar. Era muito bom aproveitar o parquinho feito com madeira pintado com cores vibrantes instalado na areia. Às vezes se acomodava naquela praça um parque itinerante com brinquedos como carrossel e roda gigante. Obviamente ali era um ponto importante para os comerciantes que montavam suas barraquinhas de lanches e brinquedos. Era comum ver aquelas bolas gigantes e coloridas por todo o lado. Meus irmãos ficavam bastante animados com os brinquedos mais “emocionantes”. Eles sempre queriam aproveitar a roda gigante. Ao contrario deles eu preferia algo mais “leve”, não gostava de “aventuras”. Enquanto eles arrastavam meu pai para a fila dos brinquedos eu tentava ganhar uma bola gigante. Era assim todas as vezes, eles em busca de aventura e eu me contentando em ganhar uma bola. O fato era que a bola me permitia ficar em minha zona de conforto. Não sei você, mas eu sempre preferi f…

Fases

Por muitos anos eu dependi de transporte publico. O fato de andar de ônibus, frequentar pontos e terminais de ônibus, dividir o mesmo espaço com muitas pessoas desconhecidas e passar diariamente por desconfortos, me inspirou a escrever diversas reflexões. Foram inúmeras as vezes que tive que correr para não perder o transporte coletivo, em dias de chuva me molhei com a água lançada pelas rodas dos ônibus, em dias de calor enfrentei o mau cheiro dos trabalhadores e passageiros dentro do automóvel e foram realmente muitas experiências adquiridas ao longo dos anos. Passei pelo processo de habilitação. Minha pauta durou 5 anos numa autoescola. Só consegui passar na quarta tentativa. Depois de passar e com a minha CNH em mãos andei ainda muito tempo de ônibus. Eu sabia que na minha carteira estava minha habilitação para dirigir e esperava pelo transporte coletivo com muita esperança de um dia ter o meu carro. O tempo passou. Sempre passa! Graças a Deus que passa! Finalmente adquiri o meu ca…

Um recurso superior

Lembro-me de uma noite quando estávamos para dormir e minha irmã mais velha, que dividia o quarto comigo, começou a chorar de medo. Morávamos rodeados por terrenos baldios. Ela dizia ter ouvido barulhos e se recusava a dormir. Então meu pai se levantou, foi até ao nosso quarto, pegou minha irmã pela mão e a levou para fora de casa na direção de onde ela supostamente havia escutado o barulho. Meu pai sabia que não tinha nada de errado lá fora e queria provar para minha irmã que aquele medo era sem razão. Era sempre assim, ele nos incentivava a encarar o medo, num parque de diversões a encarar uma ‘montanha russa’ ou no mar a encarar as ondas ou numa mureta a pular nos braços dele. Crescemos desafiados a encarar o medo e a não nos rendermos à primeira dificuldade. Minha mãe nos ensinou a encarar os desafios emocionais. Ela literalmente nos ensinou como “engolir o choro”. E quando a situação ultrapassava os recursos humanos ele e minha mãe não deixavam de nos incentivar. Eles nos apresentaram um recu…

Ponderações necessárias

Um dos primeiros textos ‘reflexivos’ que escrevi, espontaneamente, teve como título “Castelos
de areia”. Lembro-me de ter sentado na calçada da minha casa com um caderno na mão e
muito pensamento fluindo pela minha mente.
Eu havia passado por uma grande desilusão. Lembrei-me de quando brincava em montes de
areia e das minhas primeiras vezes visitando o mar. Estava emocionalmente abalada, porém,
minhas ideias estavam amadurecendo. Comparei minha situação a um castelo de areia. (Por
algum tempo, meus pais trabalharam com material de construção e mantiveram um deposito
de areia). Quando tinha a oportunidade de ir ao deposito eu não perdia a chance de brincar.
Passava horas acrescentando detalhes ao meu ‘castelo’ e por fim tudo o que eu havia
construído se desfazia. Da mesma forma acontecia quando brincava na areia da praia, com o
acréscimo das ondas do mar a derrubar minha construção.
Eu associei minha desilusão a esta imagem. Um castelo de areia se desfazendo. Havia sonhado
com uma situ…

Não tenho o sino como opção

Havia chegado novamente a ocasião de passar minhas roupas. Não gosto muito desta atividade e para amenizar o tédio sempre coloco mensagens ou músicas para ouvir. E naquele dia fiz o mesmo processo. Armei a banca de passar e programei uma pregação no computador. Escolhi ouvir o pregador Elias Limones. Ele é pastor de uma igreja na Califórnia nos EUA e ministra cultos em espanhol e inglês. Amo espanhol e a ‘predicacion’ escolhida tinha como tema: ‘Eliminando la opción de retroceder’. A ilustração usada para o desenvolvimento da mensagem foi a história contada no livro “O único sobrevivente” de Marcus Luttrell. Ele tem uma narrativa bastante intensa sobre os SEALs (são os soldados mais bem treinados dos EUA). Eu já tive a oportunidade de ler o livro e também já tinha escutado outra mensagem com base na sua narrativa.  Segui passando minhas roupas enquanto o pregador desenvolvia sua mensagem. Estava ficando interessante e eu sabia onde ia chegar. Não é preciso dizer que meu tédio passou ra…