quinta-feira, 24 de julho de 2014

'tio Zé"

Ontem nos despedimos do ‘tio Zé’... Difícil tarefa!
Foi um dos cultos fúnebres mais emotivos que tenho lembrança de ter participado. Era difícil se mover no meio de tantas pessoas. 
Ele foi sem dúvida uma pessoa muito admirável. Cristão, de boas obras, carinhoso e amoroso com sua família, parentes e amigos. Desenvolveu a função de evangelista como ninguém que eu tenha conhecido e nunca foi nomeado para tal função. Ele se movia com a disposição de ajudar sempre.
Olhar para ele naquela urna em silêncio era como ler um testemunho, agora em silêncio, de alguém que entendeu o evangelho muito bem e viveu em função dele. Ele inegavelmente deixou um legado.
Foram 51 anos de casamento que ele viveu e segundo a tia Maria, não há nada que reclamar. 
Ouvir sua equipe cantando e tocando violão, viola e sanfona em memória dele foi difícil. Faltava o sorriso e entusiasmo dele...
Ele se foi e agora a festa continua no céu como dizia a canção: canta meu povo, alegra meu povo a festa não pode acabar. Quando findar na terra, no céu vai continuar.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Flores em vida

Recentemente estive numa floricultura para comprar flores com o objetivo de ornamentar o salão da igreja para o aniversário da minha mãe.
Era uma quinta-feira de manhã. A distribuidora estava lotada. Era dia de chegada de mercadoria. 
Com dificuldade para receber atendimento dei umas voltas pela floricultura. É um lugar gostoso para se passear. Avistei as flores que queria e escolhi dois maços de ‘flores do campo’. 


Meu pai aproveitou para comprar flores também e presentear minha mãe. Sugeri que ele pedisse um embrulho. Ele concordou e me deixou aguardando o atendimento.
Diante de uma grande mesa de granito havia uma mulher trabalhando muito concentrada. Olhei de longe e vi que ela estava montando uma faixa para uma coroa. 
Hum, não consegui segurar a surpresa e disse: Você não está fazendo uma boa coisa, não é? 
Ela sorriu sem graça e concordou e em seguida me atendeu.


Sai dali ainda mais feliz por poder ter comigo a minha mãe que na ocasião completava mais um ano de vida. Quantos livramentos nosso Deus tem nos dado!
Lembrei-me de uma música que diz: 
“Não posso me esquecer, tenho que oferecer flores em Vida...”.
Sou consciente da nossa tendência de nos acomodarmos. Mas, é muito triste oferecer flores numa coroa, não é?
Hoje é dia de oferecer flores, enquanto há vida. E, não somente flores... Hoje é dia e ainda há tempo para se fazer algo.
“Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos fará notória a tua verdade”. Isaías 38:18-19