quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pois é... O tempo Passa...

Finalmente eleições encerradas no país!

Não, eu não gostei dos resultados e não é sobre isso que quero falar.

Que tal falar de Jingles? Eles marcaram o mês de outubro.

Foram centenas espalhados por todas as cidades divulgando os números dos candidatos.

Uma “musiquinha” mais terrível que outra, mas, venhamos e convenhamos, o resultado é fatal. Basta uma trégua de pensamentos para sua mente começar a repeti-los, não é assim?

Alguns são criativos outros nem tanto, mas encerradas as eleições, dados apurados, resultados (desastrosos)... tudo passa, menos os jingles.

Ainda bem que nem só de eleições vivem os publicitários.

Recordo-me de um clássico da propaganda brasileira estrelado nos anos 90, o jingle do Bamerindus.

Tão famoso ele ficou que mesmo depois do Bamerindus ser vendido para o HSBC a música permaneceu na boca do povo.

“O tempo passa... o tempo voa... e a poupança Bamerindus continua numa boa...”

É certo que a letra não pôde sustentar a realidade do banco, mas a combinação de palavras e som agradou tanto que se tornou um bordão mencionado por gente de todas as idades.

Basta fazer referência ao tempo que passa para se lembrar do jingle.

Bem por isso me referi a ele.

Já estamos em novembro e faltam agora 09 dias para meu aniversário...

Tenho muito a agradecer a Deus por todos os benefícios que ele me tem dado.

O tempo voa e assim como o Bamerindus sofreu mudanças... a idade também muda (riso) e as reflexões compartilhadas aqui vão sofrendo as variações do meus pensamentos.

Agradeço a você por compartilhar comigo estes três anos de blog (uma pequena fatia da minha vida).

...

Aproveito esta postagem para dar os parabéns ao bispo Adan Alvear por seu aniversário no dia 05 (amanhã). Felicidades bispo! Deus te abençoe com toda sorte de bênçãos!

domingo, 31 de outubro de 2010

Estímulos

Quando alcancei a “maior idade” comecei a sonhar com a minha CNH.

Sonhava com a autorização para dirigir e sentia o meu sonho pulsar dentro de mim com maior intensidade cada vez que entrava em um ônibus.

Ah! Não é nada agradável ter que depender desse meio de transporte todos os dias, principalmente em horários de pico.

Utilizar o transporte público no percurso casa – faculdade - trabalho fez com que eu saísse da minha comodidade para a auto-escola. Finalmente consegui o que queria meu sonho se tornara uma realidade.

Porém ter uma CNH não significa ter um carro e o meu sonho precisava de uma continuidade.

Comecei a sonhar em ter um carro. Queria muito que 2010 fosse o ano em que este sonho se realizaria.

Fiquei algum tempo em casa desempregada e, portanto sem precisar utilizar o transporte público. Não me lembrei hora nenhuma do desconforto de “andar de ônibus”. Cada vez que precisava pegava o carro do meu pai emprestado e estava tudo tranqüilo.

Finalmente comecei a trabalhar. Levantei cedo, caminhei para o ponto para garantir o horário e entrei no ônibus e... Lembrei do meu sonho! Quero um carro!

Incrível como foi automático!

Enquanto estive no meu conforto descansei em relação ao meu sonho. Mas, sair da comodidade me fez lembrar os anseios do coração.

É assim em qualquer área da vida. Conforto não é estimulante. Ele produz alívio, consolo e diminui o trabalho.

Todo ser humano precisa ser estimulado, ou seja, impelido à ação, incitado à algo a fim de que alcance resultados.

Ainda ontem estive lendo a história da Pax, a maior fornecedora de brinquedos da Rússia e dos países integrantes do ex-bloco soviético. Com a Perestroika, em 1988, a então grande fábrica de bombas e armamentos paralisou suas operações. Enquanto muitas empresas permaneceram sem atividade no período de mudanças econômicas o russo Vladimir Gnezdilov se viu fora da zona de conforto e foi estimulado a pensar em algo que pudesse fazer para aproveitar suas instalações e matérias-primas. Foi então que surgiu a idéia de produzir equipamentos para parque de diversões: carrosséis, roda gigante e montanhas-russas.

Alem de conseguir um bom resultado financeiro este russo conseguiu transformar material bélico em diversão. Não é fantástico?

Grandes marcas surgiram em tempos de desconforto.

Embora não apreciemos estes momentos eles conseguem estimular grandes e boas ações.

Vamos pensar nisso!