sexta-feira, 30 de maio de 2014

Tal como Naamã

Tenho pensado muito na história de Naamã nos últimos dias. Alguns aspectos da sua história são muito interessantes. Porém, um em especial tem ocupado minha mente e me levado a refletir. No verso 10 do livro de 2 Reis cap. 5, o profeta Eliseu envia um mensageiro a Naamã e lhe dá instrução do que deveria fazer para ficar são.  
Só para recordar, o comandante do exercito do rei da Síria sofria de lepra. Ele fica sabendo através de uma menina israelita que havia em Samaria um profeta que poderia curá-lo. Imediatamente ele comunica esta possibilidade ao seu senhor. O rei da Síria o envia ao rei de Israel com carta de recomendação para que seu comandante fosse curado. O rei de Israel rasga suas vestes. Eliseu fica sabendo do ocorrido e solicita ao rei de Israel que envie a ele Naamã para que este soubesse da existência de um Deus em Israel.
Naamã então vai de encontro de Eliseu, mas este não o recebe antes, envia um mensageiro com o recado. Bastasse o comandante obedecer a instrução do profeta e a cura seria uma verdade em sua vida.
O que acontece a seguir é o que tem me chamado a atenção: “Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? "Então, foi embora dali furioso”. (2 Reis 5:11-12)
Ora, Naamã havia programado sua mente para receber a cura. Seria “assim e assado”. Ele havia imaginado um cenário e uma sucessão de fatos. Como um bom comandante havia estipulado uma ação estratégica. Acho que reconheço esta reação. Ela se apresenta diariamente no meio da igreja. Muitos chegam e seguem um ritual. Há um programa na cabeça. O culto começará com uma oração, depois o grupo de louvor cantará alguns hinos, o dirigente do culto distribuirá oportunidades para testemunhos e saudações, depois será o momento da oferta então o pastor pregará e por aí vai. 
Mas como Naamã, os que assim procedem, ignoram a multiforme sabedoria e graça de Deus. Como disse Salomão em provérbios: “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor”. (Pv 19:21)
Não precisamos entender a maneira que Deus trabalha, ou o porquê de suas ações. O que precisamos é obedecê-lo e então poderemos provar sua maravilhosa graça e amor. 
No momento em que Naamã obedeceu e mergulhou sete vezes no Jordão conforme a palavra do profeta foi curado. A cura foi tão notável que no verso 14 diz que sua pele tornou-se como a de uma criança.
Ainda vale a obediência!