quarta-feira, 7 de maio de 2014

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Reparadores de brechas - Anônimos

Li uma notícia que me deixou um pouco ‘chateada’. Ela dizia que a escultura de Michelangelo, Davi, apresenta pequenas rachaduras na parte inferior de suas pernas e por esta razão pode colocar em risco a integridade da peça. Ou seja, uma obra emblemática do Renascimento italiano pode tornar-se ruina por causa de pequenas rachaduras. O problema foi detectado através de estudos realizados pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Itália em parceria com a Universidade de Florença.
Eu espero que este risco não se mostre eminente, pois desejo contemplar esta escultura in loco, intacta, com toda sua beleza. Michelangelo foi um artista completo, em minha opinião, e suas obras são ricas em detalhes e maestria. Seria muito ruim que uma obra tão bonita e mundialmente apreciada se tornasse ruina. 
Esta notícia pode ser interpretada metaforicamente...
Existem muitas obras belíssimas que levaram tempo para serem construídas como a família, a igreja, integridade, a amizade. Quantas mais poderíamos enumerar? Obras que demandaram tempo, dedicação, carinho e trabalho...
O surgimento de brechas ou rachaduras, porém, podem leva-las à ruinas. 
Para garantir a integridade destas obras e impedir que elas venham ruir-se é necessário a intervenção de ‘reparadores de brechas’. Interventores que trabalharão para tapar as aberturas de risco.
É interessante observar na história bíblica a ocorrência de interventores. Eles foram essenciais para que brechas não arruinassem obras tão importantes como a família, cidade ou um exército. 
Exemplo disto encontramos nas passagens: I Sm 25 (v.14) – o moço de Nabal, II Sm 20 (v.16-22) – uma mulher sábia da cidade Abel-Bete-Maaca e II Rs 5 (v.13) – os servos de Naamã.
Estas pessoas foram os reparadores de brechas. Eles impediram a ruina de uma família (a família de Nabal, seus servos e rebanhos), uma cidade inteira e Naamã e o enfraquecimento do exército da Síria. 
Apesar de exercerem um papel muito importante na história, perceba que seus nomes não foram citados. Eles foram os anônimos da história. Diferente da nossa realidade hoje, não? Muitos querem um espaço nas mídias, há um mercado de fofocas muito crescente que diariamente revelam subcelebridades e tudo mais...
No entanto, estes reparadores de brechas, anônimos, impediram a ruina de obras maravilhosas de seu tempo. Eles foram fundamentais para que hoje conhecêssemos o resultado de um belíssimo trabalho.
Será que hoje poderíamos ser reparadores de brechas e impedir a ruina de obras tão importantes como a família, a igreja, a sociedade ou a integridade da nossa nação? Quão importante estas obras são para nós? O que elas representam? Qual o valor que lhe associamos? 
Estaríamos dispostos a fazer o bem sem esperar que nossos nomes sejam lançados na mídia e nos proporcione uma fama repentina, um reconhecimento?