quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Atreva-se!

Faz algum tempo que tenho tentado esboçar uma reflexão a respeito de Abraão; de quando Deus o comunicou que destruiria Sodoma e Gomorra. Maravilho-me com a liberdade que este homem tinha com Deus, sua ousadia, temor e confiança.

O pecado de Sodoma e Gomorra havia se agravado de tal maneira que Deus estava decidido a destruí-la, mas não faria sem antes comunicar seu amigo a quem escolheu para ser pai de uma grande nação. O relacionamento de Deus com Abraão foi tão especial que em nenhum lugar na bíblia se vê outro igual.

Após ser comunicado, Abraão aproximou-se de Deus e disse:

“Destruirás também o justo com o ímpio?”

Esta primeira indagação demonstra o conhecimento e intimidade que este homem tinha com Deus. Ele sabia que Deus era clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em amor. Sua ousadia em questionar a vontade de Deus foi baseada no seu relacionamento e confiança para com Ele. Estava seguro de que Ele se agradava dos justos. E continuou Abraão dizendo:

“Se houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti esteja. Não fará justiça o juiz de toda a terra?

Este questionamento me soou aos ouvidos como um baita atrevimento e corri para pesquisar no dicionário a definição exata para a palavra “ousadia”. Aprendi que ser ousado é ter bastante coragem para atrever-se.

Abraão teve coragem para fazer algo: clamar a Deus por misericórdia!

Deus então respondeu:

“Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar por causa deles.”

Ok! Talvez se fosse eu a corajosa para questionar e houvesse recebido a resposta possivelmente pararia por aí e esperaria para ver Sodoma sendo salva da destruição por causa dos cinqüenta, afinal esse numero é até razoável. Entenderia que Deus fazia questão de 50 justos.

Mas, Abraão continuou: “Agora que me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza, ...” (reduziu o número para 45 justos). Depois: “Se porventura se acharem ali 40?”. E ainda: “Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: Se porventura...” (reduziu o número para 30 justos). Outra vez insistiu: “Agora que me atrevi a falar ao Senhor...” (reduziu o número para 20 justos). E por fim (Abraão parecia disposto a ver onde chegaria) disse: “Ora, não se ire o Senhor, pois só mais dessa vez falarei. Se por ventura se acharem ali 10?”

A resposta de Deus foi uma só para Abraão. A questão não era a quantidade de justos, mas a existência deles na cidade. Deus se disponibilizou a salvar uma cidade inteira por causa de 10 ou de qualquer justo que houvesse lá. Tanto é que ele passou pela cidade. E procurou.

No fim da história Deus retirou de Sodoma a Ló, sobrinho de Abraão, juntamente com sua esposa e filhas e então destruiu a cidade toda. Acredito que esse livramento Deus deu por causa de Abraão, seu amigo.

Essa história ficou em minha cabeça nessas últimas duas semanas.

Temos como igreja, clamado por um avivamento. Queremos a manifestação de Deus em nosso meio e pensamos o que de fato nos distancia de viver esse tempo? Alguns tem se questionado sobre os números. Será que o avivamento vai acontecer quando a igreja estiver cheia de pessoas? Outros estão abrindo suas portas a fim de deixar entrar todos quantos estiverem interessados pelo movimento, pela música, pela palavra ou qualquer outra coisa relacionada com o “movimento evangélico”, mas isso não vai resultar em avivamento.

Creio que Deus não mudou seu posicionamento. Ele ainda está olhando para ver se encontra justos no meio de nós. Recentemente escrevi sobre a palavra de Jesus em Mateus 18:20 que disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.”. É uma quantidade muito pequena, mas a razão da reunião é “Jesus”. Quando entendermos isso finalmente poderemos como Abraão, “atrevidamente”, ou se prefere a palavra ousadamente, entrar na sala do trono (Hebreus 4-16) e clamar por avivamento.

Se tiver 50 pessoas nesse mesmo sentimento, com coração sedento por Deus e disposto a se consagrar, acaso Deus não derramará do seu Espírito Santo? Se 40, 30, 20 ou 10 estiverem dispostos, o avivamento não virá?

Pense nisso!

- Bom Encontro Apostólico de Fogo e Santidade para todos que estarão nesse fim de semana em Araçariguama – SP no Vale da Bênção -

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Midrash*

Ontem resolvi folhear meu livro de "Humor Judaico" - Do Éden ao Divã e me detive nas páginas de Midrash [parábolas utilizadas pelos rabinos em seus sermões com o objetivo de tornar mais claro o sentido de algum trecho da Bíblia ou dos preceitos. Rico em elementos folclóricos, o Midrash é muito apreciado pelas classes populares.]
Eis uma destas parábolas:

Rabi Gamaliel ordenou a seu criado Tobias que fosse ao mercado comprar o que de melhor houvesse.
O criado trouxe uma língua.
No dia seguinte, rabi Gamaliel o mandou ao mercado para que comprasse o que de pior houvesse, e Tobias voltou a trazer-lhe uma língua.
Intimado a dar explicação, disse:
- A boa língua é o que há de melhor no mundo. Mas a má língua é o que há de pior.

É uma boa reflexão, não é mesmo?
Tenhamos todos um bom feriado!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Só Para Complementar...

Caro leitor,
mencionei na postagem anterior sobre uma pequena história contada no filme "Desafiando os Gigantes" e é ela que deixo como reflexão para esse inicio de semana.
Espero que sua semana seja bastante produtiva e repleta da bênção de Deus.

Dialogo entre o Sr. Bridges e o treinador Grant Taylor:
"Grant, eu ouvi a história de dois fazendeiros que precisavam desesperadamente da chuva. Os dois oravam por chuva, mas somente um saiu e preparou os seus campos para recebê-la. Qual dos dois você acha que confiou mais que Deus iria mandar a chuva?"
"Bem, o que preparou os campos para a chegada da chuva."
"Qual dos dois você é? Deus enviará a chuva quando ele estiver pronto. Você precisa preparar os seus campos para quando ela vier."