sábado, 15 de junho de 2013

Nanine, Ane e Date

Já escrevi sobre meu nome por aqui. Gosto dele. De origem grega, se escreve com “ph” e significa: digna de honra. Legal né? Particularmente acho um nome de fácil pronuncia (o que é óbvio!). 
A dificuldade, dizem, é a escrita: Daphnne. 
“Não tem como fazer separação de sílabas”. Esta foi uma observação dos meus professores de português. Hum.
Meu nome já me causou várias situações constrangedoras nos primeiros dias de aulas, salas de recepção de consultórios clínicos, entrevistas de emprego...
Sem contar as diversas vezes que tenho que corrigir documentos por conta da grafia. Não sei o que acontece com as pessoas. Sempre tentam corrigir o meu nome inserindo uma vogal depois do “ph”. 
Pois é, apesar desses contratempos, continuo gostando muito do meu nome. Que narcisismo né?
Uma das coisas que me deixa admirada é a maneira como meus sobrinhos me chamavam quando aprenderam a falar.
O mais velho me chamava de tia “Nanine”. Muito interessante o reconhecimento dos sons e a interpretação da criança. O sobrinho do meio me chamava de tia “Ane”. Resumido. Por fim, o mais novo apesar de já conseguir dizer meu nome corretamente, prefere me chamar de tia “Date” (Dáti). Alguma explicação? Gosto disso. É bonitinho, aliás, esta fase das crianças é uma das mais divertidas. A fase em que está aprendendo a falar, a forma como eles interpretam as palavras e os sons.
A fase passa e então vem as pronuncias corretas. Faz parte do aprendizado. Deixa saudades, é verdade.
É natural crescer, amadurecer. Faz parte. E se não acontece é um problema. Não é mesmo?
No livro de I Cor. Cap. 13 encontramos o seguinte verso: “Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino”. 
Boa coisa para se pensar...
O processo de crescimento vem acompanhado de responsabilidades. Talvez isto seja a parte ruim de crescer. Mas, como diz a anedota... Só existe uma coisa capaz de impedir o envelhecimento (crescimento, amadurecimento) e é morrer novo. Isto ninguém quer né? Então, é bom aprender assumir responsabilidades. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Não faz sentido!

Ontem enfrentei uma fila. Meu Deus... É preciso muita paciência para realizar tal façanha! 
Vejamos: Era uma segunda-feira, o décimo dia do mês – ou seja, o sexto dia útil, fui a um “Caixa Aqui” que funciona num mercado do bairro e eram três horas da tarde de um dia ensolarado. 
Ao aproximar do caixa, avistei a enorme fila. Ah, tenho que dizer que neste mercado só tem um caixa. 
Não bastasse toda a situação descrita, ainda o “sistema” estava fora do ar. A informação correu pela fila. Não foi uma informação de orientação da atendente. 
Fiquei exatamente uma hora e vinte minutos em pé. Não queria deixar para outro dia o que podia fazer ontem. Foi um exercício e tanto!
Mais uma vez fiquei muito intrigada com a questão do atendimento prioritário. Sério! Eu reconheço que as pessoas que recebem prioridade no atendimento merecem este tipo de atenção. Porém, quando se tem apenas um caixa... Fica difícil engolir certas “prioridades”.
Sei que quando chegar a minha vez poderei usufruir da prioridade. Até lá...
Dá vontade de arrumar uma barriga postiça... Ou levar o sobrinho pequeno para “passear”... Ou pedir a companhia de um “idoso”.
Minha indignação não é por causa das pessoas que realmente precisam de um atendimento mais rápido. Meus pés ficaram doendo de ficar na fila por tanto tempo, imagina os pés dos senhores e senhoras!
Quando vejo três, quatro, seis pessoas passando na frente quando poderiam esperar como os demais, ui! Sinto-me humana demais! 
Quem fiscaliza as prioridades? Polêmico hein?
Enquanto pessoas usavam o atendimento prioritário ouvia alguns senhores e senhoras na fila... Eles estavam contando anedotas, sorrindo e mostrando paciência. Eles poderiam passar na frente, afinal se classificavam na relação de prioridades, mas não fizeram por vontade própria.
Tive tempo para pensar... Analisar... Muito tempo...
Atendimento prioritário é assegurado por lei. É direito dos idosos com idade igual ou superior a 60 anos, direito de gestantes, pessoas com criança de colo e de deficientes.
Por que não facilitar o atendimento prioritário sem sacrificar os demais mortais que enfrentam filas tão grandes? Qual o problema de ser mais específico nas informações? Por que enfrentar filas tem que ser tão chato e exaustivo? Por que é tão difícil exercitar a paciência? 
Tantos porquês! 
Tantas coisas que parecem não fazer sentido...
Lembro-me de Salomão no livro de Eclesiastes... Na versão NVI (Nova Versão Internacional) encontra-se várias vezes esta expressão: “Não faz sentido”. Se você ler, verá como ele descreve estas coisas da vida... 
No cap. 8 verso 17 ele diz: “Então percebi tudo o que Deus tem feito. Ninguém é capaz de entender o que se faz debaixo do sol. Por mais que se esforce para descobrir o sentido das coisas, o homem não o encontrará. O sábio pode até afirmar que entende, mas, na realidade não o consegue encontrar”. 
Então Salomão finaliza o livro dizendo:
Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal”. Ec 12:13-14