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Tu sabes tudo

Eu aprecio a resposta de Pedro a Jesus quando indagado pela terceira vez se ele o amava. Constrangido pela semelhança da quantidade de perguntas e a quantidade de negativas que dera sobre Jesus ele responde: tu sabes tudo, tu sabes que te amo. (Jo 21:17) Ora, Pedro havia negado conhecimento do mestre em meio a pressão e Jesus já o havia advertido que assim ele faria. Mas, como prever as reações? O discípulo não podia imaginar que diante da situação adversa reagiria assim. Seus medos foram maiores que ele.  Tu sabes tudo. Pois bem, Jesus sabia que ele o negaria e que de fato o negou. Jesus sabia que ele se mostrava valente, mas que no momento do aperto ele se acovardaria. Jesus o conhecia bem e por conhecê-lo tão bem o escolheu. Interessante né? Sua escolha não foi depois da negativa de Pedro. Quantos mais Jesus escolheu antes dos erros? Que tal Davi? Salomão? Eu? Você? Jesus nos conhece do fim ao começo. Ele quem nos fez. Conhece nossa vida por inteiro. E mesmo assim nos escolheu. Se…
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Basta!

José foi um personagem de muita visibilidade na história cristã. Ele inspira e instiga a muitos. Conhecido como sonhador é muito citado em mensagens motivacionais. Ele pertencia a uma família muito numerosa e seu pai era ninguém menos que Jacó, o homem que deu nome a uma grande nação, Israel. O desenrolar de sua história revela muitos detalhes que chamam a atenção. E um deles especificamente tem se acendido diante dos meus olhos que é a reação de Jacó ao saber da “morte de José”. (Gênesis 37). Jacó recebeu a noticia de morte do seu filho José como uma verdade. A túnica de várias cores lhe foi entregue toda manchada de sangue. Aquilo para Jacó representava a veracidade da situação apresentada. Ele chorou e se cobriu de luto. Jacó não podia suportar a ideia que seu filho amado, fruto da sua velhice, estava morto. José representava algo muito bom na vida de seu pai. Era seu troféu. Porém, naquele momento todo o bom e melhor havia acabado. Jacó não foi mais o mesmo. Sua alma estava cheia d…

Quase fui mordida por uma cobra venenosa

Era década de 90. Eu brincava com uma prima no quintal da minha casa. Passávamos pra lá e para cá quando percebi algo estranho, tinha cor e estava se movendo. O que seria aquilo? Apesar da estranheza passei várias vezes em frente daquela parede de tijolos cheia de buracos. Minha casa estava rodeada de terrenos baldios e eles estavam todos com o mato alto. O ambiente era propicio as cobras e outros animais peçonhentos. Quando passou pela minha cabeça que aquilo na parede poderia ser uma cobra eu parei para observar. Consegui identificar as cores pretas, vermelhas e brancas e estava começando a sair do buraco. Corri para dentro de casa a chamar meus pais. Quando eles chegaram ficaram assustados. Sabiam que estávamos brincando próximas demais a uma cobra venenosa. Quebraram alguns tijolos e conseguiram matar a cobra. Era uma coral adulta de mais ou menos um metro, provavelmente havia escolhido o buraco do tijolo para por seus ovos. Esse tipo de serpente não dá bote e quando se sente amea…

Foram escoriações leves

Era fim de ano e eu estava muito animada. Ansiosa como sempre me assentei “colada” à porta do caminhão. Saímos com o horário apertado. Faltava pouco para o inicio do ensaio. O ano era 1991. Eu tinha nove anos de idade e cursava a terceira série do ensino fundamental. Meu pai era proprietário de um comercio de materiais para construção. Ele tinha um caminhão caçamba que usava para carregar areia, brita e outros materiais pesados. Eu e meus irmãos amávamos brincar no caminhão. Era uma aventura.  A escola faria uma apresentação de fim de ano naquele dia. Uma das músicas que estavam ensaiando para a apresentação era do cantor Roberto Carlos “O Calhambeque” e "Biquíni de Bolinha Amarelinha" da banda Blitz. As meninas se vestiriam com saias rodadas e usariam luvas e óculos escuros. Os meninos jaquetas jeans e óculos escuros. Estavam todos animados. E eu apesar de não participar da dança, seria chamada ao palco para pegar o meu “diploma” de terceira série. Estava orgulhosa da minha …

Tudo mudou desde então

Após ouvir do dirigente do culto uma menção sobre a vida de José, personagem bíblico de uma história marcante, fiz uma pequena anotação em meu bloco de notas. Sabia então que a próxima mensagem a postar aqui no blog seria sobre José. Eu amo a história deste homem e com ela aprendo muito sobre o agir de Deus.   Rejeitado pelos irmãos, vendido como escravo, serviçal na casa de Potifar, preso injustamente, vidente no cárcere... Quantas situações ele viveu! Depois de saber a história completa eu gosto do que leio. Aprecio o mover de Deus e como ele age diferente daquilo que pensamos ou imaginamos. José foi um sonhador incompreendido. Talvez tenha se adiantado em revelar seus anseios. Ele assim como muitos de nós não imaginava o que seus desejos poderiam provocar nas pessoas ao seu redor. Mesmo assim não deixou de sonhar. Ele pensava grande.Sua vida virou do avesso quando seus irmãos o tomaram por insolente. O jogaram na cisterna. Depois o tiraram de lá para vendê-lo aos mercadores. Livraram…

O dia em que eu fugi de casa

Você conhece esta história? Então, foi mais ou menos assim que tudo aconteceu: Eu e minha prima brincávamos no quintal da casa da minha avó. Quantos anos nós tínhamos? Oito? Nove? Não me lembro. Minha avó era uma mulher vaidosa. Ela cuidava bastante da sua aparência e saúde. As embalagens dos cosméticos que ela usava viravam nossas ‘panelinhas’ após o descarte. E era com aqueles potinhos que estávamos brincando naquele dia. Dentro de casa os adultos se dividiam entre homens na sala assistindo provavelmente uma corrida de formula 1, quando Ayrton Senna ainda brilhava nas pistas, e mulheres na cozinha conversando e preparando o almoço de domingo. Nós duas estávamos entediadas. Não queríamos mais brincar com os potinhos de antitranspirante Pierre Cardin (nossa isso soa pré-histórico né?) ou potinhos de alumínio de creme Nívea. Então tivemos uma ideia. Decidimos que deixaríamos os adultos na casa da minha avó e iriamos sozinhas para a minha casa. Eu achava que não teria problemas em achar o ca…

Pesado...

Este ano começou trazendo algumas notícias tristes para o meu meio de convívio; doenças comportamentos estranhos e morte. Seria ótimo se tivesse começado diferente. O interessante é que estes desafios da vida nos leva a refletir melhor sobre o que temos feito como temos feito, com quem e onde temos feito e para onde nossas ações nos levarão? Qual será o nosso destino? São situações adversas que nos tira do conforto e nos faz querer ser e fazer melhor. A bíblia tem um verso que sempre me deixou muito reflexiva. “O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria”. Eclesiastes 7:4 Ou noutra versão: É melhor estar na casa onde há luto do que na casa onde há festa. Estas palavras me fazem analisar os fatos. Quem deseja ser melhor quando se está comendo, bebendo, dançando e festejando? Qual é o individuo que pensa no proposito da vida quando está numa festa? Por outro lado, quem é que não pensa sobre isso quando está numa casa onde há luto? O que mais acon…