sábado, 11 de março de 2017

Uma Breve Reflexão Sobre Padrão de Beleza

Frequentemente, ao abrir alguns sites, leio manchetes como: “Fulana” é vista de cara lavada e impressiona fãs ou “Beotrana” se diz feliz com novo corpo após engordar 10 kg e ainda “Sicrana” exibe celulites em dia de praia.
Certamente as manchetes atrairão muitos para a leitura da “notícia” como se fosse algo muito fora do normal, mas qual é a importância destas manchetes? 
Cresci ouvindo questionamentos a respeito da minha aparência e do meu modo de vestir. Ouvi centenas de vezes pessoas me perguntando se a igreja me obrigava a me vestir como me visto. Para muitos a igreja me aprisiona com usos e costumes.
Fico me perguntando o que é o padrão de beleza imposto pela sociedade?
Por que uma mulher que se apresenta sem maquiagem vira notícia? 
Ou por que uma celebridade que de repente muda sua maneira de vestir para uma forma mais modesta vai parar numa seção específica de jornal?
E ainda, por que uma mulher que abandonou o corpo sarado precisa se auto afirmar, fazer um ensaio fotográfico e se justificar?
Não são usos e costumes estabelecidos pela sociedade? 
Eu uso salto alto, mas amo um tênis. Sinto-me confortável com um sapato baixo. Por que deveria me sentir mal por isto?
Não uso maquiagem nem mesmo para ir a um evento social, qual o problema disto? A imagem que verão é exatamente a minha.
Ah sim! Estou acima do peso. Não é nada saudável e eu sei disto, mas por que deveria me envergonhar da minha aparência? 
Amo o formato das minhas unhas. Não vejo nenhuma necessidade de pintá-las. 
Meus cabelos revelam o tempo com os fios brancos que insistem em aparecer. Coloração natural! Para mim é a coisa mais normal do mundo. O tempo passou e não sou mais uma menina de 15 anos. 
Não sou prisioneira de usos e costumes, embora eu busque a prática de bons costumes e tento me comportar de maneira modesta e decente. 
O autoconhecimento é muito importante e com certeza te faz livre. Deus não impõe um padrão, ele deixa claro o que lhe agrada ou não. Seu relacionamento com ele direcionará o modo como você viverá. 
Sou grata pela vida que vivo!

terça-feira, 7 de março de 2017

Pinguelas

Você sabe o que é uma pinguela?
Não vale olhar no dicionário!
Vai me dizer que nunca passou por uma?
Lembrei-me da bendita pinguela esse fim de semana.
Ainda posso ver a cena diante dos meus olhos.
Quando saíamos de férias para a casa dos meus tios numa cidade vizinha, visitávamos as fazendas ao redor para apanhar mangas, mexericas laranjas e outros frutos.
Fazíamos um caminho passando por córregos e até chegar na pinguela tudo ia bem. O problema era ver aquele tronco suspenso acima da água. Sempre diminuía meus passos.
As demais crianças passavam e eu ficava para trás.
Era uma estranha sensação de medo e euforia. O tronco parecia escorregadio e estreito demais para garantir uma passagem segura.
Ao final, dava tudo certo. Aquela pinguela realmente ficava para trás e podíamos saborear os frutos com alegria e muita diversão.
Pensei que essa pequena história seria uma boa razão para refletir.
Há muitas “pinguelas” acima de vales nessa vida.
Eles parecem intransponíveis, mas ao final acabam no passado.
Como diria a placa naquela construção do viaduto no meio da avenida: O transtorno vai passar e o benefício vai ficar.
Até lá... é preciso encarar as pinguelas que nos restam como ponte.
Tenha um ótimo dia!
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Caro leitor, 

resolvi vasculhar meus arquivos de reflexões e postar novamente alguns textos. Certamente você vai ser edificado com as palavras aqui expostas mesmo que em algum momento você já as tenha lido.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Efatá

Sabe quando amanhecemos com uma palavra na cabeça e permanecemos com ela por dias? Por si mesmas carregam um significado interessantíssimo e podem resumir uma grande mensagem.
Pois bem, a palavra que tem chamado minha atenção nessa semana é: Efatá.
Não é uma palavra comum, não está presente em nosso dia a dia. Significa: Abra-te.
É mencionada por Jesus e registrada no livro de Marcos cap.7.
Na ocasião levaram a Jesus um homem surdo e gago para que ele o curasse. Então Jesus o tirou do meio da multidão para um lugar reservado, fez alguns gestos e disse: Efatá. Logo a surdez e o impedimento da língua desfizeram-se e o homem ficou curado.
É interessante como nós muitas vezes temos a necessidade de ouvir essa palavra.
Nossos ouvidos, olhos e língua precisam ser “abertos” para que possamos viver a plenitude da graça de Deus.
É impossível viver de maneira plena se há algum impedimento na nossa visão, que nos impossibilita de ver o caminho proposto por Deus. Os caminhos dEle são mais altos que os nossos. De maneira semelhante nossos ouvidos precisam ouvir mais a voz de Deus e menos a voz da incredulidade, da insensatez e da maldade.
E a língua... Ah, como precisa de um Efatá! A bíblia mesma diz que é um pequeno membro que pode fazer um grande estrago. Que verdade! Você poderia dizer: Então a língua não precisa ser aberta. Precisa sim! Aquele homem curado era gago, o que significa que falava com dificuldade. Nos outros evangelhos a história diz que o homem estava possesso por demônios e por essa razão não podia falar. Desta perspectiva fica mais fácil ver como precisamos de um Efatá que nos levará a falar de maneira clara e direcionada por Deus. Livres da influência maligna, com palavras que abençoam e edificam. Palavras que liberam perdão, misericórdia e amor.
Essa palavra tem um significado maravilhoso, mas não é simples. Por essa razão foi pronunciada por Jesus, o Deus encarnado.
Há alguma coisa demasiadamente difícil para Ele? Não, não há!
Clame a Deus por um Efatá e pela palavra dEle portas de esperança se abrirão sobre sua vida. 
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Caro leitor, 

resolvi vasculhar meus arquivos de reflexões e postar novamente alguns textos. Certamente você vai ser edificado com as palavras aqui expostas mesmo que em algum momento você já as tenha lido.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

As legítimas

Não importa se o nível é bacharel ou especialização sempre voltamos aos cases de sucesso em salas de aula.
É impressionante como alguns nomes de empresas são sempre citados.
Dificilmente nomes como Apple, Coca Cola, Facebook , Google, GM, Toyota são esquecidos.
O sucesso dessas empresas seja por inovação de processo, produtos, serviços ou estratégias é material de estudo para qualquer pessoa que também deseja alcançar o sucesso profissional e realização pessoal.
Bem, estive pensando um pouquinho sobre a história das Havaianas. Uma marca brasileira que conquistou mercado internacional e legitimou um produto tão popular.
Inspirados nos chinelos japoneses a Havaianas chegou ao mercado para atender a população trabalhadora do Brasil oferecendo sandálias de borracha com preço acessível.
O sucesso foi tão grande que várias empresas começaram a produzir imitações da sandália.
Primeiramente popularizada na classe baixa conquistou novos mercados a partir da revitalização da marca e propaganda.
Com campanhas de marketing protagonizadas por artistas renomados conseguiu atribuir à sandália o lema: “as legítimas”. A partir dali nenhum produto similar conseguiu bater as Havaianas.
Hoje o produto não é aceito apenas nas classes mais baixas, mas está inserido em todos os níveis sociais. As exportações iniciadas em 1994 ganharam impulso com a Copa do Mundo de 1998 e em 2001 alavancaram as vendas e o que veio depois disso está aí para todo bom brasileiro ver e contar vantagem com a marca nacional.
O que mais me impressiona é que o nome Havaianas nem precisa ser mencionado se o lema vir antes. Está intrínseco nas palavras: as legítimas.
A associação da marca é tão grande que não é necessário ter nascido na década de 60, 70 ou 80 para conhecer as legítimas Havaianas. Não há imitação que se compare.
E não quer dizer que as demais marcas não sejam de boa qualidade, design e propaganda. Porém, não há como negar que em se tratando de sandálias de borracha a marca mais lembrada é a Havaianas.
Interessante que em qualquer contexto sempre haverá o legitimo e a imitação. E pode ser que a imitação consiga tamanha qualidade que se firme no “mercado”. Mas, uma vez imitação, sempre imitação e como diz o ditado: o original não se desoriginalizará!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sua opinião por favor?

Eu tinha vontade de compartilhar meus textos com outras pessoas. Comecei fazendo isso em folhas impressas nos anos 90. Isto parece ter acontecido a muitos anos, porém, para mim foi a pouquíssimo tempo. 
Criei um grupo, que compartilhava a mesma fé que eu, na escola. Nós aproveitávamos o intervalo para cantar, orar e refletir sobre a palavra de Deus. Escrevia um cartaz para divulgar nossas reuniões e colava no mural da escola. Naquele cartaz, que se parecia com um informativo, eu escrevia meus textos. Foi assim o começo. Não sei o quanto foi eficaz, mas eu tentei. Como disse, nunca soube o resultado daquele informativo. Apenas soube que algumas pessoas liam. Nada mais.
Foi então que a internet se firmou e eu aprendi, com a ajuda do meu cunhado, a utilizar os recursos de internet. Mas, o blog só começou em 2007.
Comecei a escrever no blog. Postei muitas mensagens até agora e tive resultados maiores do que com os informativos obviamente. Sei de muitas pessoas que foram tocadas pelos textos. Sei que fiz pessoas chorar, sorrir, se irar e refletir. Eu cheguei a publicar um livro com alguns dos textos mais lidos. Foi uma experiencia boa. Não tenho dúvidas!
Foi então que vieram as redes sociais e os acessos ao blog diminuíram significativamente.
Hoje escrevo me perguntando se deveria continuar? 
Quantas pessoas se interessam em ler um blog? Quantas pessoas procuram este recurso para encontrar uma palavra de ânimo, encorajamento e reflexão?
Ainda vale a pena escrever e "jogar na rede" os meus pensamentos? 
Eu definitivamente não sei a resposta.
O que eu sei é que a palavra escrita continua tocando o meu coração. Compartilhar a minha fé é algo que faço com prazer. Confio em Deus e sei que ele é maravilhoso, e eu realmente gostaria que todos soubessem o mesmo. 
O que você me diz?

domingo, 18 de dezembro de 2016

E se?

O primeiro voo é sempre mais tenso que os próximos. Lembro-me a primeira viagem que fiz. Fui com uma amiga de Curitiba para Campinas. Era a primeira vez que voaria e a primeira vez da minha amiga também. Claro que nos assustamos com a decolagem e com o pouso, mas no demais ficamos felizes com a experiência. Depois da estreia não queria mais viajar de ônibus. São muitas as razões para escolher avião. Menos horas de viagem, menos barulho, menos odores, enfim, bem menos incômodos.
Morei por um tempo em Curitiba e por vezes voei para Uberlândia para visitar minha família. Acostumei. As longas e intermináveis horas de viagem pela rodovia não me fazem falta.
Porém, em minha ultima viagem, me senti ansiosa. Comprei as passagens no finalzinho de novembro. Estava super feliz. Minha viagem para o sul estava garantida e se tudo corresse bem eu visitaria minha irmã e sua família e ainda aproveitaria um tempinho em Florianópolis, seria demais!
No dia seguinte, da compra da passagem, soube do trágico acidente aéreo com a equipe de futebol da Chapecoense. Uau foi uma pancada! Que notícia triste. Só se ouvia sobre este assunto nos dias seguintes, obviamente nem poderia ser diferente. Quantas famílias chorando a perda dos seus entes queridos...
Alguns dias depois a imprensa noticiou outros acidentes aéreos. Aliás, sempre está noticiando. Porem, quando você está com viagem marcada parece que fica com a atenção voltada a estas notícias. Ou só acontece comigo?
Pois é, o dia da viagem chegou. Abracei meus pais na despedida com o coração muito apertado. Eu poderia estar abraçando eles pela última vez.
Cheguei ao aeroporto, despachei a bagagem e entrei para a sala do embarque. Conferi o sinal de wi-fi e a primeira coisa que fiz foi mandar um “Oi” no grupo da família. Pois é, fiz isto sim para dizer a todos da minha família que amo cada um deles. Aquela poderia ser a última mensagem...
Não sei se é pessimismo. Talvez seja só a consciência chamando para a realidade. E se?
A pior (e a melhor) pergunta que existe é esta: E se?
E se for a última vez? E se for a última despedida? E se for o último sorriso, abraço, reconciliação, pedido de perdão?
Graças a Deus a viagem correu bem. Fui e voltei (e aproveitei a minha viagem) em segurança. Graças a Deus!
A pergunta ainda está fazendo efeito. E se?
O que posso fazer melhor? O que vale a pena? O que não vale?
Que neste restinho de ano eu e você sejamos tomados desta consciência que a vida é curta e o tempo voa.
Boas festas para você e seus queridos!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Esperança por favor, não morra!

Dezembro está aí anunciando o fim de mais um ano. Passou rápido? Foi bom ou ruim? Coisas boas para recordar ou ruins para esquecer?
Começo a ficar mais reflexiva a partir do final de setembro. A introspecção é mais acentuada pela aproximação do meu aniversário que se dá em novembro. Novembro é mês festivo para mim. Comemoro sempre que posso, mas, ao final, chega dezembro e aí a mente se torna novamente reflexiva. É um turbilhão de pensamentos que ocupa a minha mente. 
Talvez com você aconteça o mesmo. O que fiz ou deixei de fazer? O que alcancei e o que deixei passar? O que fiz de bom ou útil para o próximo ou deixei de fazer? Quais foram meus ganhos e o que perdi? 
O que é certo é que eu tento renovar minhas esperanças. Sei que é difícil ter esperança num momento tão crítico que temos vivido aqui no Brasil (e fora do país não é diferente). Quantas atrocidades acontecendo. Que momento politico econômico e moral temos vivido! É possível ter esperança de um tempo melhor? É possível esperar que o ano seguinte nos traga boas novas? 
Estas incertezas podem nos fazer adoecer e entristecer. Como está escrito em Provérbios 13:12 “A esperança que se retarda deixa o coração doente”. Mas, é possível renovar a esperança. Como? Recordando! Trazendo à memoria o que pode trazer esperança como fez o profeta Jeremias em Lamentações 3,21 “Torno a trazer isso à mente, portanto tenho esperança.” E o que renovava a esperança do profeta? O fato de saber que as misericórdias do Senhor são novas a cada manhã. Quer coisa melhor que isso?
Você pode se sentir como que numa embarcação em alto mar indo a pique, com desesperança. Se você se sente assim ao final de 2016, tenho uma boa palavra para você. Sua embarcação pode ser sustentada com uma âncora firme e segura. Sabe de qual âncora estou dizendo? Estou dizendo a respeito da âncora da alma que é a esperança na palavra de Deus conforme Hebreus 6. Ele tem nos assegurado vida eterna e sua palavra é fiel e não falha! Ele prometeu e fez juramento por si mesmo tornando ainda mais valiosa a sua promessa. Ele é imutável. 
Sei que se eu colocar minha esperança nos homens, na politica, na economia, na educação, na moral com certeza minha esperança me fará adoecer. Ela deixará triste o meu coração. Mas, eu posso lançar âncora, assegurar que minha vida não irá a pique, firmando minha esperança em Deus. Ele não deixará minha esperança morrer! 
“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” 
Jeremias 29:11