quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

As legítimas

Não importa se o nível é bacharel ou especialização sempre voltamos aos cases de sucesso em salas de aula.
É impressionante como alguns nomes de empresas são sempre citados.
Dificilmente nomes como Apple, Coca Cola, Facebook , Google, GM, Toyota são esquecidos.
O sucesso dessas empresas seja por inovação de processo, produtos, serviços ou estratégias é material de estudo para qualquer pessoa que também deseja alcançar o sucesso profissional e realização pessoal.
Bem, estive pensando um pouquinho sobre a história das Havaianas. Uma marca brasileira que conquistou mercado internacional e legitimou um produto tão popular.
Inspirados nos chinelos japoneses a Havaianas chegou ao mercado para atender a população trabalhadora do Brasil oferecendo sandálias de borracha com preço acessível.
O sucesso foi tão grande que várias empresas começaram a produzir imitações da sandália.
Primeiramente popularizada na classe baixa conquistou novos mercados a partir da revitalização da marca e propaganda.
Com campanhas de marketing protagonizadas por artistas renomados conseguiu atribuir à sandália o lema: “as legítimas”. A partir dali nenhum produto similar conseguiu bater as Havaianas.
Hoje o produto não é aceito apenas nas classes mais baixas, mas está inserido em todos os níveis sociais. As exportações iniciadas em 1994 ganharam impulso com a Copa do Mundo de 1998 e em 2001 alavancaram as vendas e o que veio depois disso está aí para todo bom brasileiro ver e contar vantagem com a marca nacional.
O que mais me impressiona é que o nome Havaianas nem precisa ser mencionado se o lema vir antes. Está intrínseco nas palavras: as legítimas.
A associação da marca é tão grande que não é necessário ter nascido na década de 60, 70 ou 80 para conhecer as legítimas Havaianas. Não há imitação que se compare.
E não quer dizer que as demais marcas não sejam de boa qualidade, design e propaganda. Porém, não há como negar que em se tratando de sandálias de borracha a marca mais lembrada é a Havaianas.
Interessante que em qualquer contexto sempre haverá o legitimo e a imitação. E pode ser que a imitação consiga tamanha qualidade que se firme no “mercado”. Mas, uma vez imitação, sempre imitação e como diz o ditado: o original não se desoriginalizará!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sua opinião por favor?

Eu tinha vontade de compartilhar meus textos com outras pessoas. Comecei fazendo isso em folhas impressas nos anos 90. Isto parece ter acontecido a muitos anos, porém, para mim foi a pouquíssimo tempo. 
Criei um grupo, que compartilhava a mesma fé que eu, na escola. Nós aproveitávamos o intervalo para cantar, orar e refletir sobre a palavra de Deus. Escrevia um cartaz para divulgar nossas reuniões e colava no mural da escola. Naquele cartaz, que se parecia com um informativo, eu escrevia meus textos. Foi assim o começo. Não sei o quanto foi eficaz, mas eu tentei. Como disse, nunca soube o resultado daquele informativo. Apenas soube que algumas pessoas liam. Nada mais.
Foi então que a internet se firmou e eu aprendi, com a ajuda do meu cunhado, a utilizar os recursos de internet. Mas, o blog só começou em 2007.
Comecei a escrever no blog. Postei muitas mensagens até agora e tive resultados maiores do que com os informativos obviamente. Sei de muitas pessoas que foram tocadas pelos textos. Sei que fiz pessoas chorar, sorrir, se irar e refletir. Eu cheguei a publicar um livro com alguns dos textos mais lidos. Foi uma experiencia boa. Não tenho dúvidas!
Foi então que vieram as redes sociais e os acessos ao blog diminuíram significativamente.
Hoje escrevo me perguntando se deveria continuar? 
Quantas pessoas se interessam em ler um blog? Quantas pessoas procuram este recurso para encontrar uma palavra de ânimo, encorajamento e reflexão?
Ainda vale a pena escrever e "jogar na rede" os meus pensamentos? 
Eu definitivamente não sei a resposta.
O que eu sei é que a palavra escrita continua tocando o meu coração. Compartilhar a minha fé é algo que faço com prazer. Confio em Deus e sei que ele é maravilhoso, e eu realmente gostaria que todos soubessem o mesmo. 
O que você me diz?

domingo, 18 de dezembro de 2016

E se?

O primeiro voo é sempre mais tenso que os próximos. Lembro-me a primeira viagem que fiz. Fui com uma amiga de Curitiba para Campinas. Era a primeira vez que voaria e a primeira vez da minha amiga também. Claro que nos assustamos com a decolagem e com o pouso, mas no demais ficamos felizes com a experiência. Depois da estreia não queria mais viajar de ônibus. São muitas as razões para escolher avião. Menos horas de viagem, menos barulho, menos odores, enfim, bem menos incômodos.
Morei por um tempo em Curitiba e por vezes voei para Uberlândia para visitar minha família. Acostumei. As longas e intermináveis horas de viagem pela rodovia não me fazem falta.
Porém, em minha ultima viagem, me senti ansiosa. Comprei as passagens no finalzinho de novembro. Estava super feliz. Minha viagem para o sul estava garantida e se tudo corresse bem eu visitaria minha irmã e sua família e ainda aproveitaria um tempinho em Florianópolis, seria demais!
No dia seguinte, da compra da passagem, soube do trágico acidente aéreo com a equipe de futebol da Chapecoense. Uau foi uma pancada! Que notícia triste. Só se ouvia sobre este assunto nos dias seguintes, obviamente nem poderia ser diferente. Quantas famílias chorando a perda dos seus entes queridos...
Alguns dias depois a imprensa noticiou outros acidentes aéreos. Aliás, sempre está noticiando. Porem, quando você está com viagem marcada parece que fica com a atenção voltada a estas notícias. Ou só acontece comigo?
Pois é, o dia da viagem chegou. Abracei meus pais na despedida com o coração muito apertado. Eu poderia estar abraçando eles pela última vez.
Cheguei ao aeroporto, despachei a bagagem e entrei para a sala do embarque. Conferi o sinal de wi-fi e a primeira coisa que fiz foi mandar um “Oi” no grupo da família. Pois é, fiz isto sim para dizer a todos da minha família que amo cada um deles. Aquela poderia ser a última mensagem...
Não sei se é pessimismo. Talvez seja só a consciência chamando para a realidade. E se?
A pior (e a melhor) pergunta que existe é esta: E se?
E se for a última vez? E se for a última despedida? E se for o último sorriso, abraço, reconciliação, pedido de perdão?
Graças a Deus a viagem correu bem. Fui e voltei (e aproveitei a minha viagem) em segurança. Graças a Deus!
A pergunta ainda está fazendo efeito. E se?
O que posso fazer melhor? O que vale a pena? O que não vale?
Que neste restinho de ano eu e você sejamos tomados desta consciência que a vida é curta e o tempo voa.
Boas festas para você e seus queridos!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Esperança por favor, não morra!

Dezembro está aí anunciando o fim de mais um ano. Passou rápido? Foi bom ou ruim? Coisas boas para recordar ou ruins para esquecer?
Começo a ficar mais reflexiva a partir do final de setembro. A introspecção é mais acentuada pela aproximação do meu aniversário que se dá em novembro. Novembro é mês festivo para mim. Comemoro sempre que posso, mas, ao final, chega dezembro e aí a mente se torna novamente reflexiva. É um turbilhão de pensamentos que ocupa a minha mente. 
Talvez com você aconteça o mesmo. O que fiz ou deixei de fazer? O que alcancei e o que deixei passar? O que fiz de bom ou útil para o próximo ou deixei de fazer? Quais foram meus ganhos e o que perdi? 
O que é certo é que eu tento renovar minhas esperanças. Sei que é difícil ter esperança num momento tão crítico que temos vivido aqui no Brasil (e fora do país não é diferente). Quantas atrocidades acontecendo. Que momento politico econômico e moral temos vivido! É possível ter esperança de um tempo melhor? É possível esperar que o ano seguinte nos traga boas novas? 
Estas incertezas podem nos fazer adoecer e entristecer. Como está escrito em Provérbios 13:12 “A esperança que se retarda deixa o coração doente”. Mas, é possível renovar a esperança. Como? Recordando! Trazendo à memoria o que pode trazer esperança como fez o profeta Jeremias em Lamentações 3,21 “Torno a trazer isso à mente, portanto tenho esperança.” E o que renovava a esperança do profeta? O fato de saber que as misericórdias do Senhor são novas a cada manhã. Quer coisa melhor que isso?
Você pode se sentir como que numa embarcação em alto mar indo a pique, com desesperança. Se você se sente assim ao final de 2016, tenho uma boa palavra para você. Sua embarcação pode ser sustentada com uma âncora firme e segura. Sabe de qual âncora estou dizendo? Estou dizendo a respeito da âncora da alma que é a esperança na palavra de Deus conforme Hebreus 6. Ele tem nos assegurado vida eterna e sua palavra é fiel e não falha! Ele prometeu e fez juramento por si mesmo tornando ainda mais valiosa a sua promessa. Ele é imutável. 
Sei que se eu colocar minha esperança nos homens, na politica, na economia, na educação, na moral com certeza minha esperança me fará adoecer. Ela deixará triste o meu coração. Mas, eu posso lançar âncora, assegurar que minha vida não irá a pique, firmando minha esperança em Deus. Ele não deixará minha esperança morrer! 
“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” 
Jeremias 29:11

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Bon Voyage!

Fazemos diversas comparações na intenção de compreender idéias semelhantes e usualmente recorremos a ‘viagens’ para falar de vida.
É uma boa comparação e nos leva a questões como: objetivos, planejamento, referências, intenções e claro, bagagem.
Não é comum sairmos de casa para uma viagem sem estabelecer estas coisas. Qual o objetivo da viagem? Para onde desejamos ir? Qual será o nosso trajeto? De que maneira faremos a viagem? Com que tipo de transporte? Com quem iremos? Quais são os pontos de referência? A que sinalizações precisamos nos atentar? Quanto tempo ficaremos fora? E... O que levaremos na bagagem?
Essas perguntas podem ser aplicadas à vida em todo o tempo.
-  Se não temos a compreensão de nossos objetivos não sairemos do lugar.
- Somos expostos a vários caminhos, muitos deles são atalhos. Compreendendo nossos objetivos poderemos seguir sem distrações, ainda que seja de difícil acesso nos levará ao destino.
- Alguns optam por serem conduzidos, outros optam por conduzir. Existe uma grande diferença. Na condição de condutores temos que nos certificar que nada atrapalhe nossa visão. Precisamos estar em boas condições físicas e mentais para seguir nossa viagem e para isso precisaremos ora abrir mão de alguma coisa ora não abrir mão de outras coisas.
- Nada é tão frustrante para um viajante do que não ter referências. Saber o destino é importante e as referências nos posicionam quanto ao caminho. Elas nos ajudarão compreender se estamos atingindo os nossos objetivos.
- As vias por onde trafegamos dão indicações importantes. Precisamos nos atentar para o que elas estão indicando. É ruim ser pego de surpresa. Curvas sinuosas podem estar logo à frente.
- Viajar acompanhado é muitas vezes melhor que sozinho. Mas, alguns conseguem fazer a viagem ser um verdadeiro martírio. Quem você vai levar consigo? A companhia é importante, se não fosse talvez nunca tivéssemos o conhecimento daquele ditado: “Antes só que mal acompanhado”. Não tem que ser assim, só precisamos saber escolher nossas companhias.
- “O tempo é ouro” e claro ninguém é tolo de jogar ouro aos porcos. Nossa viagem sempre demanda tempo e precisamos saber aproveitá-lo.
- Finalmente, não se sai para uma viagem sem uma bagagem. O que vamos colocar nela? O que precisaremos usar? O que se tornará peso e nos impedirá de aproveitar 100% nossa viagem? Já dizia certo autor: “precisamos aliviar a bagagem”. Alguém discorda?
Que tal tirar um tempo para pensar no que este texto nos diz?
Enfim teremos uma pergunta para responder: O que mais gostamos na viagem?
A resposta pode ser muito positiva se todos esses aspectos forem observados.

Então: Bon Voyage!
_________________
Caro leitor, 
resolvi vasculhar meus arquivos de reflexões e postar novamente alguns textos. Certamente você vai ser edificado com as palavras aqui expostas mesmo que em algum momento você já as tenha lido.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vasculhando os arquivos

José e Neemias - Sonhador ou Empreendedor?

José é referência de um sonhador e Neemias de um líder.
A razão de pensar nesses homens é que tenho estudado sobre empreendedorismo.
Limitar José a um sonhador é anular suas características de empreendedor e falar apenas das características de líder de Neemias é deixar passar batido os sonhos impressionantes que esse homem teve.
José não se deixou abater pelos desafios. Ele aproveitou as oportunidades que teve para explorar seu talento administrativo. Ele foi um homem apaixonado por sua visão e mesmo em prisão conseguiu impactar as pessoas ao seu redor mantendo abertas as portas das oportunidades. Ele tinha um plano de ação muito antes de chegar à altura de usá-lo e não teve medo de assumir riscos. Acreditava em si mesmo e em Deus para encarar os desafios proposto.
E Neemias?
O cara foi demais!
Ele tinha compreensão do que se propôs fazer. Energia para agir. Paixão pela visão. Era bem resolvido. Seu plano de ação foi totalmente ousado, resistente e abrangente.
Ele sonhou com uma cidade protegida. Sonhou com a restauração do culto. 
O mais importante de tudo que ele intentou fazer é que ele fez. Encarou desafios e não se deixou vencer pelos importunos. Estendeu o benefício de sua realização a Jerusalém. Conseguiu atrair seguidores que comprometidos pela obra através da paixão por sua visão. Ele foi sensacional.
Já ouvi muitas vezes que o lugar que mais concentra sonhadores é o cemitério. Ali são enterrados vários sonhos que não se realizaram. Sonhos provavelmente com alto potencial para revolucionar o mundo. Mas, ser apenas um sonhador não muda muita coisa. É preciso ser empreendedor. É preciso se aventurar à realização de coisas difíceis ou fora do comum.
E então? Você é um sonhador ou um empreendedor?
_________________
Caro leitor, 
resolvi vasculhar meus arquivos de reflexões e postar novamente alguns textos. Certamente você vai ser edificado com as palavras aqui expostas mesmo que em algum momento você já as tenha lido.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Meus fios de cabelo branco

Alguém me disse que eu precisava pintar o cabelo. Sorri educadamente. Pintar para tampar os cabelos brancos que insistem em aparecer? Por quê? 
Não sou mais uma mocinha de 16 anos. Não. Tenho marcas de expressão. Tenho rugas nos cantos dos olhos. Não tenho um corpo escultural. Estou acima do meu peso ideal. Ah, sim... Tenho muitos fios de cabelos brancos.
Quando eu era criança e ouvia de um adulto a sua idade ficava surpresa. Como pode alguém chegar aos seus 30 e poucos anos? Credo! Que eternidade! 
Era o que eu pensava com a mentalidade de uma criança. O tempo, o envelhecimento; tudo parecia acontecer de forma muito diferente. 
O tempo passou. As mudanças chegaram para mim. Por que eu deveria fugir?
Pintar o cabelo, usar maquiagem, fazer botox, enfrentar uma lipoaspiração, que tal uma lipoescultura?  Existem muitos recursos de “beleza” para disfarçar as marcas do tempo (ou do descuido se quiser interpretar assim). 
Qual o problema de assumir a idade? Qual o problema de assumir a imagem? Quem define o que você é são os recursos que usa?
A beleza não precisa de recursos artificiais. O cabelo pode ser bonito com seus fios brancos. O rosto pode exibir um sorriso marcado e mesmo assim ser encantador, sincero. O corpo pode se mover de forma graciosa e elegante mesmo fora do padrão estético. 
A vida seria monótona se não apresentasse mudanças. 
O bebe tem a sua graça mesmo sem dentes e ninguém espera que seja diferente.
O jovem tem a sua rebeldia e suas descobertas.
O adulto vai trilhando pela vida colhendo frutos dos seus esforços.
Os velhos seguem o caminho observando a estrada e suas mudanças.
A vida é linda. Desafiadora. Encantadora. Cheia de curvas às vezes sinuosas.
O que é um fio de cabelo branco diante de tudo isso? Faz parte do ciclo. Está tudo certo!
Os fios de cabelo brancos são rebeldes. Eles insistem em aparecer. Estão lá não importa como me penteio. E estarão enquanto eu existir. Não se preocupe se você os vir. Eu estou bem. 
Não me surpreende a imagem que vejo no espelho. Eu a conheço. Eu a vi se desenvolver. Reconheço-me no reflexo que vejo. Sei quem sou. Sei onde quero chegar.
Vamos nessa, a vida é curta e cabelo branco não é nem de longe uma preocupação que valha a pena.