quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A importância do nome

Tudo começou quando tentávamos lembrar o nome de um ornamento no formato de pequeno disco que é usado para decorar roupas e acessórios.
Que nome te veio à mente? Lantejoula. Acertei?
Pois é... Já havíamos mencionado ele e estávamos quebrando a cabeça para nos lembrar de outro nome: paetê. Lantejoula é um ornamento comum em formato de disco com pequenos vincos que dá uma forma sextavada à peça e o paetê é um disco liso com furo no centro ou descentralizado e tem o mesmo objetivo, ornamentar uma roupa ou acessório. No fim, e de longe, é quase a mesma coisa. Está na moda e tem a função de dar brilho ao tecido.
A lantejoula é popular enquanto o paetê é mais glamouroso.
Seguimos com aquele assunto, a importância do nome.
Já notou como um nome chama a atenção? Aumenta expectativas!
Lembrei-me do curso de culinária e gastronomia para executivos do Senac que eu e minha mãe freqüentamos. Uma observação importante daquele aprendizado foi justamente a nomenclatura dos pratos, técnicas, ingredientes e utensílios.
Após o curso passei a prestar mais atenção ao comportamento das pessoas em relação aos nomes. As pessoas parecem apreciar muito mais uma comida com um nome interessante. É chic!
O que vai querer para comer?
Para a entrada Bruschetta a La Marguerita, para prato principal Risoto de Gorgonzola e Salmão Grelhado com salada Caesar para acompanhamento e para sobremesa Petit Gateau com sorvete de creme e calda de maracujá.
Deu água na boca? O nome faz diferença ou não? Tal como o visual!
Podemos dizer então que além de comer com a boca, comemos com os olhos e incrivelmente com os ouvidos!
Seguindo... Qual a sua formação?
Está aí uma coisa que evoluiu no quesito nomenclatura. Não se responde mais essa pergunta com a simplicidade de antes. Existe até uma sátira com essa temática, mas não vou explorá-la.
E os nomes próprios?
Meu nome por exemplo. Daphnne é de origem grega e significa: digna de honra. São poucas as pessoas que o escrevem corretamente. Às vezes tenho problemas com documentação por conta dele, as pessoas querem corrigi-lo acrescentando alguma vogal, depois do famoso “ph”. Meus pais foram muito felizes em me dá-lo. Valeu Ivonete, sua sugestão foi 10!
Amo meu nome e seu significado. Lembro-me que no dia que fui aprovada no exame de direção para obter uma CNH foi o meu nome que me fez relaxar daquela tensão. A primeira observação que o examinador fez foi justamente sobre meu nome e seu significado. Quando demonstrei nervosismo ele me fez lembrar o meu nome. Foi incrível!
Não tenho a intenção de falar sobre marketing pessoal ou o poder da marca. Mas a associação é muito forte na política por exemplo. Basta andar pelas ruas da cidade nessa época do ano para notar isso. Os candidatos a eleição adoram brincar com nomes. Tem cada um por aí!
Outra categoria que adora um nome diferente é a dos artistas. Mas aí é questão de arte... Ou não!
Enfim, como para tudo que há também existe um nome, vamos seguindo a vida com criatividade e responsabilidade. Por favor, né! Algumas pessoas não observam essas coisas. Porém, o nome tem muita importância... O nome que se dá para um filho, um produto, um negócio... Pense nisso!

domingo, 26 de agosto de 2012

Saia da Janela

Ontem tive a grata oportunidade de pregar no culto dirigido pelas irmãs na igreja AIDB – Curitiba. Foi um prazer assumir esse desafio e um privilégio presenciar o resultado do “desafio cor de rosa”. Parabéns a todas as irmãs que trabalharam para realizar o desafio. Todas as visitas, presentes, lembranças e apresentações foram muito importantes no resultado final desse trabalho para o Senhor. Deus abençoe cada uma de vocês.
O tema da mensagem foi: Saia da janela.
Janela dá uma visão limitada do todo. No sentido figurado emoldura uma situação e proporciona uma ilusão de que o que se vê é a realidade completa.
No livro de Rute há uma ilustração perfeita para a mensagem.
Noemi se vê viúva com duas noras e nenhuma perspectiva de melhora em Moabe. Decide voltar para Belém de Judá e tocar a vida sozinha. Chama Orfa e Rute e lhes aponta uma “janela”. (Rute 1: 11-13).
A primeira nora (Orfa) olha para aquela “janela”, analisa a situação ali emoldurada e toma por fim aquelas palavras. Concorda com Noemi, chora se despede e volta para seus pais e deuses.
Porém Rute, não tem a mesma percepção. Ela havia feito uma aliança matrimonial que por causa da morte do seu marido estava desfeita e uma aliança com o Deus de seu marido que não podia se desfazer. O Deus de Israel não morre. A aliança estava intacta.
Ela vai com Noemi para Belem é direcionada por Deus para trabalhar nos campos de Boaz. Esse homem era um remidor, foi benigno para com Rute, reconheceu suas virtudes, sua fé no Deus de Israel e a tomou por esposa. Desse casamento nasce Obede que gerou a Jessé que gerou a Davi. O rei Davi. Por conta de sua visão ampliada e decisão de seguir a Deus foi honrada a tal ponto de ter parte na genealogia de Jesus.
Davi por sua vez foi um homem extraordinário que teve uma vida e chamado fora da janela. Para os que estudam inovação, Davi foi “o cara” que viveu e "pensava fora do quadrado".
Quando finalmente foi nomeado rei, elegeu Jerusalém para ser o centro de seu governo, e fez com que a arca fosse introduzida nessa cidade. Ele consagrou-se e organizou os levitas e sacerdotes para essa grande obra. Alegrou-se, humilhou-se e se rendeu em adoração e louvor a Deus pelo privilégio de ter sua presença em Jerusalém.
As mulheres daquela época tinham por costume sair ao encontro de seus homens quando esses voltavam de uma conquista. Elas saiam ao encontro deles com danças e festa. Vemos nessa história uma personagem, Mical, esposa de Davi, olhando pela janela a comitiva se aproximando de Jerusalém.
Mical deveria ter feito com suas donzelas o que era de costume fazer naquela ocasião, mas não fez. Ela preferiu permanecer na janela...
Sem entender o porquê de o rei estar sem seus trajes reais. Sem entender porque ele dançava com suas servas diante de uma arca. Sem ter parte naquela celebração, desprezou tudo aquilo pela visão emoldurada que obteve daquela janela.
Quando o rei Davi despediu o povo e voltou para abençoar sua casa foi recebido por Mical com criticas ao seu culto espontâneo e humilde. Ele rejeitou a atitude de Mical e ela por sua vez tornou-se estéril.
Note bem quanta diferença para a atitude de Rute e Mical. Uma não aceitou a visão que a janela lhe proporcionou como o fim e obteve a bênção de Deus. A maldição se transformou em bênção e de sua descendência nasceu Jesus, o cristo. A outra que tinha tudo para ser uma mulher extraordinária, princesa de nascimento, esposa do rei Davi, amada por ele, teve um fim infeliz. Seu desprezo ao Deus de Israel trouxe a ela esterilidade e um fim sem louvor.
A visão que se tem de uma janela é uma visão limitada. Não é bom permanecer debruçado numa janela por muito tempo. Saia da janela como Rute fez e obtenha a benção de Deus.
É o que desejo para você e os seus.