sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quando?

A segunda, de dez pragas enviadas no Egito, foi a das rãs.
Relata a história no livro de Êxodo que as rãs subiam dos rios, entravam nas casas, nos dormitórios, subiam nas camas, nos fornos e nas amassadeiras.
Por todos os lados se viam rãs, elas saiam de todos os rios, lagos e tanques.
Dificilmente alguém pode ter esse anfíbio em estima e certamente era uma situação assombrosa.
Como os egípcios se deitavam, banhavam e alimentavam se por todos os cantos de suas casas estavam várias rãs saltando e coaxando?
Imagine o grito das crianças e o pavor das mulheres.
Faraó mais uma vez chama à sua presença os seus magos para testar seus poderes.
Observe que os magos provaram que podiam fazer o mesmo que Moisés e Arão fizeram pela ordem do Senhor e agravaram o problema fazendo surgir mais rãs das águas.
O encantamento dos magos do Egito não foi para fazer sumir as rãs.
Diante disso Faraó manda chamar Moisés e Arão para que eles rogassem ao Senhor que tirasse as rãs do meio do Egito, pois os magos não podiam dar fim naquilo que estava sob o domínio do Senhor.
Moisés e Arão se apresentam ao reio do Egito e perguntam quando é que eles deveriam rogar a Deus para que Ele fizesse cessar aquela praga. Quando é que o povo deveria se ver livre daquele assombro e tormenta.
O que você responderia?
Qual o tempo você suportaria naquela situação?
Certamente que se eu tivesse que responder aquela pergunta não resistiria a um “berro”: AGORA! Quero me ver livre desse problema agora mesmo! Nem mais um segundo com esse incômodo! Nem mais um segundo!
Mas... Não foi essa a resposta de Faraó.
Ele respondeu: Amanhã.
Como é que é?
Ele ainda estava disposto a passar mais um tempinho com as rãs? Ele queria um pouco mais de convivência com aquele incômodo?
Dizem que coceira de bicho-do-pé é agradável, deve ser uma idéia faraônica.
Essa pergunta pode ser feita a você hoje.
Quando você quer se ver livre daquilo que lhe causa transtorno?
Suas orações podem ser atendidas. Mas, você está pronto? Você já disse: Basta!?
Você realmente está disposto a trabalhar quando ora a Deus pedindo um emprego?
Você está realmente disposto a estudar quando ora a Deus pedindo uma oportunidade de entrar numa faculdade?
Você está disposto a se levantar da cama e viver dignamente quando pede a Deus a cura?
Quando isso deve acontecer? Amanhã? Ou agora mesmo?
Que sua resposta seja direta como a do cego que por Jesus foi interrogado sobre o que ele queria receber e ele respondeu que queria ver e imediatamente teve visão.
Se a sua resposta for como a de Faraó, assim será! Mas, amanhã é longe demais para quem tem hoje a oportunidade de receber a vitória!
Vamos colocar nossa fé em ação?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sifrá e Puá

Você leu na postagem anterior a respeito do “desenrolar” da promessa de Deus a Abrão.
Alguns nomes são rapidamente reconhecidos nessa história.
Abraão, Isaque, Jacó e José são os patriarcas que carregaram a promessa e suas famílias são facilmente identificadas, seus nomes estão sempre presentes. Porém outros nomes permanecem nos “bastidores” e somente com um olhar atento podemos identificá-los. Nem por isso são desprezíveis.
No inicio do livro de Êxodo lemos sobre a morte do “último” patriarca de seus irmãos e de toda aquela geração.
Então levantou um outro rei sobre o Egito que não conheceu José e assim as palavras que Deus disse a Abrão começaram a ter efeito mais visível.
Os filhos de Israel são reduzidos á escravidão.
A promessa de uma grande nação começa a se manifestar no cativeiro. Quanto mais aflição, mais os filhos de Israel se multiplicavam, mais cresciam e se fortaleciam. Paradoxo, não? O que poderia barrar o agir de Deus?
Veja só como a situação agora é diferente. As mulheres hebréias estão férteis. Resistentes às pressões. Nem mesmo a vida de dura servidão impedia a fertilidade dessas mulheres. Não havia mais esterilidade.
Faraó se desespera com a situação até que tem uma idéia. Se esse povo não para de se multiplicar o jeito é impedir que tenham filhos!
Para executar seu “plano infalível” faraó chama as parteiras das hebréias, Sifrá e Puá, e lhes ordena que matem os meninos no momento do nascimento.
Observe que o nome de faraó não recebe nenhum mérito nessa história, mas essas duas parteiras têm seus nomes mencionados.
Elas foram vitais no plano de Deus para que os filhos de Israel se multiplicassem no Egito. Por temor a Deus não matavam os meninos, mas em vida lhes conservavam.
Faraó chama de novo as parteiras para tirar satisfação e o que elas dizem?
“É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas”.
Que coisa maravilhosa acontece quando Deus está no controle da situação!
Sifrá e Puá não imaginavam em que o temor a Deus poderia lhes resultar.
O que faraó poderia lhes fazer? Temeram a Deus e mais uma vez o princípio de obediência resulta em benção.
Lemos no final do primeiro capítulo as seguintes palavras:
“E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas”.
Em outra tradução diz que Deus lhes constituiu família.
Fico aqui imaginando.
Será que essas mulheres não eram casadas ou eram estéreis? Quantos filhos das hebréias elas presenciaram nascer? Será que escolheram esse ofício pelo desejo intenso de ser mãe? Será que o simples fato de ajudar em um nascimento de uma criança lhes supria o desejo de ser mãe, já que não podiam gerar e por isso não obedeceram a ordem recebida de faraó?
Mas suas histórias mudaram. Porque temeram a Deus e não tomaram a vida dos filhos de Israel Deus lhes concedeu favor. Tiveram suas próprias famílias e num contexto onde os nomes são tão importantes como na história bíblica, receberam destaque.
Sifrá e Puá foram sensíveis em perceber que o favor de Deus estava com o povo hebreu e por isso decidiram ser participantes do plano maior que era de Deus.
Seja você também, parte na realização dos projetos de Deus!