quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Leitura do mês

Um tecnólogo gráfico perguntou minha opinião sobre o escritor Max Lucado ao que eu respondi: Eu o acho um bom contador de histórias.
Levei um bom tempo para explicar que minha resposta não tinha sido pejorativa. (não entendi a razão da desconfiança)
Em minha opinião, um bom comunicador é aquele que consegue abrir caminho para a mensagem que deseja transmitir e isso é o que analiso sobre este autor – expliquei.
Sempre apreciei essa forma de comunicação: contar histórias.
Meu pai utilizou (e ainda utiliza) desse artifício para me ensinar lições preciosas e aos meus irmãos e sobrinhos. Jesus também recorreu a parábolas para ensinar seus discípulos e seguidores.
Assim, mais uma vez pude ler um bom livro de Max Lucado e me deliciar com as histórias nele inseridas. Ele escolheu os cravos é o título da obra.
Numa narrativa bastante conhecida pelos cristãos o autor expõe suas observações sobre a crucificação de Jesus destacando a escolha de Cristo em se entregar, por amor, numa morte humilhante e sofrida por toda a humanidade.
Com minha leitura do mês concluída, deixo mais esta indicação.
Boa leitura!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Orfa - a outra

Alguns casais, quando precisam definir o convite de casamento, ficam na dúvida sobre qual versículo ou frase utilizar no cartão. Não que seja uma regra, mas...
Um dos versos preferidos para a ocasião encontra-se no livro de Rute.
Foram palavras dirigidas a Noemi e, cá entre nós, são lindas.
“... Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!” Rt 1:16
Gosto dessa passagem. O voto de Rute à sua sogra é extraordinário, sem dúvida.
Essa mulher foi honrada de uma maneira muito especial e não por acaso sua história ocupa um livro particular na bíblia sagrada.
Mas, Noemi teve duas noras. A outra foi Orfa. Mulher mencionada em poucas linhas da história. Era moabita.  Lembra-se de quem eram os moabitas?
Sim, Rute também era moabita, eu sei.
Noemi e sua família adoravam o Deus vivo de Israel e seus filhos certamente levaram suas esposas para dentro dessa fé.  Rute e Orfa tiveram contato com o Deus de Israel através do matrimônio.
Foram anos de casamento. Porém veio a morte e com ela a anulação da aliança.
Não havia nenhum outro remidor para elas. Noemi despediu suas noras deixando claro que ambas estavam livres para voltar para suas mães. As duas receberam a mesma liberdade.
A história diz que sentiram profunda comoção.
O que diferencia Rute de Orfa é o fato de que a primeira manteve uma aliança “extraconjugal”.
Soou estranho agora não é? Explico.
Rute ao fazer uma aliança com seu marido fez também aliança com o Deus de Israel.
Ela não abandonou seus deuses apenas para manter seu casamento, mas para sempre, uma vez que conheceu o verdadeiro Deus. 
A bíblia diz: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8:32. 
Isso aconteceu com Rute, mas não aconteceu com Orfa.
Diante das palavras de Noemi, Orfa se emocionou; chorou. Mas, no próximo momento ela se despediu e voltou. Toda pessoa que volta, (desculpe-me a redundância) volta ao ponto de onde partiu.
Orfa saiu debaixo da benção de Deus e a narrativa da sua história termina aí.
Infelizmente assim como Orfa muitas pessoas têm voltado atrás depois de haverem feito aliança com o Deus vivo. Vêm-se cobertas de justificativas e explicações.
Apesar disso querem a continuidade da narrativa de suas histórias. Acham injusto serem mencionadas como “as outras”. Acreditam que também têm algo a acrescentar.
Mas, a história é feita de pessoas que não retrocedem. Isso é válido para qualquer área da vida. Busque os nomes de grandes personalidades. Certamente não serão encontrados listados no campo dos que voltaram.
Orfa foi a outra. Aquela que voltou. Aquela de quem não se fala mais...
Você não nasceu para ser igual a ela.
A frase do convite de casamento pode ser para você hoje uma grande oportunidade de mudar a sua história. Siga a Deus onde quer que vá. Deixe-o ser o seu Deus!