sábado, 15 de janeiro de 2011

O Cajueiro do Piauí

Tenho me recordado de uma experiência que vivi em julho do ano passado quando visitei o Piauí.

Hospedamos-nos em uma casa de uma família muito simpática e passar aqueles dias com eles foi realmente um daqueles momentos que não podemos esquecer.

A região é conhecida como Malhada Alta e é uma região que vive da produção de caju.

Eu e minha irmã chegamos lá animadas para provar essa delícia de fruto ainda mais sabendo que naquela casa havia plantação de caju.

Quando chegamos avistamos uma enorme árvore, com uma copa realmente avantajada. Estava com uma aparência muito bonita, a paisagem era realmente impressionante.

Porém, para nossa surpresa naquele ano a produção de caju na região foi muito baixa e não conseguimos provar absolutamente nenhum caju.

Não ter provado cajus não fez a viagem ser ruim, mas fez falta...

Finalmente chegando ao Ceará onde demos seqüencia à nossa viagem não vimos nenhum cajueiro, porém provamos de frutos deliciosos.

Essa experiência me tem feitoeu pensar durante toda a semana.

Quando vemos uma árvore não identificamos de imediato de qual espécie se trata, a menos que sejamos um especialista no assunto.

Porém quando vemos o fruto sabemos de imediato de que espécie de árvore ele veio.

Assim também somos nós.

Jesus fez menção disso. Ele disse que pelo fruto se conhece a árvore. Mt 12:33.

Conversando com aqueles irmãos do Piauí soubemos um pouco mais sobre produção de caju, como é feita a Cajuina (refrigerante de caju muito conhecido na região do Nordeste), como é feita a seleção do fruto, o destino da polpa e da semente. Eles também falaram sobre a preparação do solo nordestino (que se difere muito do solo da região sudeste) e da experiência direta da plantação.

A árvore que não produz um bom fruto precisa ser cortada para que no seu lugar seja plantada outra que dê bom fruto afinal, o produtor precisa de uma boa colheita, pois, dela depende o seu sustento.

A bíblia nos compara a árvores e existem apenas dois tipos: a boa e a ruim.

A boa produz fruto para a vida eterna a ruim...

Que tipo de fruto produzimos?

Podemos até passarmos por árvores boas, mas o nosso fruto nos identificará.




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Extravagância

Eu não sabia o quanto minha maneira extravagante e nada discreta de adorar ao meu Deus influenciava as pessoas ao meu redor até que depois de dez dias de viagem retornei à minha igreja.
Algumas pessoas chegaram a mim e falaram a respeito do assunto.
Disseram ter sentido falta da minha extravagância que por vezes os estimulou a darem a Deus seus louvores espontâneos.
Alguns até mencionaram que em alguns momentos dos cultos olharam para o lugar onde costumo ficar como que tentando imaginar de que maneira eu estaria agindo se estivesse ali.
Confesso que fiquei surpresa com essas confissões e ao mesmo tempo tive algumas velhas questões respondidas.
Às vezes não nos damos conta de quanto estamos sendo observados e nem de quanto temos exercido influencia em nosso circulo de convivência.
Sei que alguns não apreciam e até julgam minha extravagância, mas o que importa?
Mispa também não gostou de ver seu esposo, rei Davi, dançando diante da arca da aliança, despido de seu traje real e muito menos se comportando daquela maneira extravagante diante de seus súditos.
Porém, a mensagem foi clara. Se o rei, autoridade máxima da nação, dançava para Deus então todos deveriam seguir o exemplo.
Alguém deveria puxar a dança, o louvor e a adoração e o rei decidiu que ele é quem daria o exemplo.
Uma das expressões que mais ouvi quando criança e ainda continuo ouvindo referente a minha vida cristã é que filho de pastor deve ser exemplo. (todos devem ser exemplo, mas...)
Muitos filhos de pastores acharam esse “chamado” muito pesado para colocar em prática.
Abandonaram a fé, desistiram de apoiar o ministério dos seus pais e revoltados se entregaram às paixões do mundo.
Ah, não! Não estou dizendo que ser exemplo é coisa fácil, mas seguramente posso afirmar que é um grande privilégio assim como qualquer outro ministério.
Bom, nesse caso, posso me alegrar na minha extravagância sabendo que de alguma maneira estou influenciando outros no louvor, na adoração e na dança.