sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Lugar de Lixo é na Lixeira

Da minha mesa de trabalho observava o movimento da rua. O dia estava bonito, o gramado da praça bem verde agradecendo o orvalho da manhã, ventava muito e havia folhas espalhadas por todo canto.
Era dia de limpeza no bairro e muitos funcionários cumpriam suas tarefas durante aquela manhã.
Observei que a mulher de meia idade de semblante cansado, funcionária da limpeza, varria a rua sem muita disposição. Portava uma vassoura bem grande e tentava sem muito êxito ajuntar o lixo da rua inclinada.
Enquanto ela empurrava o lixo rua abaixo o vento contrário o espalhava de volta para a rua e sua extensão. Eu pensei comigo que seria mais fácil juntar o lixo em posição favorável ao vento, mas não era o que ela fazia. Aquilo me intrigou.
Não é fácil varrer o lixo quando o vento está contrário.
Aliás, quando o vento está contrário não há muito que fazer...
Mas, seguramente é possível usar o vento favorável para juntar o lixo e dar a ele o destino que ele merece: a lixeira.
Infelizmente nós (e estou sim me incluindo) preferimos fazer como aquela funcionária; seguir com a nossa vassoura empurrando o lixo e deixando que ele seja espalhado ao nosso redor com o fim de dizer que pelo menos tentamos.
Que Deus nos ajude a tirar do nosso coração todo o lixo de sentimentos e da mente todo o lixo de pensamentos e darmos a ele a lixeira como destino.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Crescendo em Segredo

Faz quase três meses que tenho passado por um mesmo caminho todos os dias; quatro vezes ao dia.

Posso observar o desenvolvimento de uma grande obra que está sendo realizada em uma avenida de muita importância na cidade. O canteiro da obra ocupa uma boa parte da avenida e está protegido por uma barreira feita de placas de zinco.

São quase oitenta dias de observação.

Quem passa por esse mesmo caminho a pé ou em veículo de passeio (baixo) só consegue enxergar a placa de zinco, os movimentos dos trabalhadores e as placas informando que aquela construção é de um viaduto.

Porém, pessoas que transitam por ali em veículos altos ou que ocupam os prédios daquela região conseguem ver que do lado de dentro das placas de zinco está sendo erguida a fundação do viaduto. Muito tijolo, ferro, canaletas e placas de concreto já foram usados. Tudo em que se trabalhou até agora foi na base; na estruturação do que vai se tornar um viaduto.

Tenho pensado muito sobre isso.

As pessoas comuns só conseguem entender uma grande obra quando ela está concluída. Enquanto as placas de zinco estiverem fazendo barreira elas nunca conseguirão entender a importância de uma fundação, mas aquelas que têm uma visão apurada não só conseguem entender o processo como conseguem vislumbrar com ele.

Pessoas grandes crescem em segredo. Cercados por barreiras protegem suas bases; alimentam suas esperanças; fortalecem-se na fé e estruturam suas convicções. Dentro de um tempo determinado seus propósitos serão revelados e finalmente todos entenderão que o crescimento veio de um longo processo construtivo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Não Vale a Pena Parar!

"Um pobre, porém estudioso rabino, trabalhava no seu comentário sobre a Bíblia com empenho.
Disse-lhe um parente, muito rico:
- Que trabalho pouco prático. Por que não paras de escrever? Isto não vai levar a lugar algum.
- E se deixo de escrever, isto vai me levar a alguma parte? - suspirou o estudioso".