sexta-feira, 21 de setembro de 2012

5 anos

17 de setembro o blog Daphnne Reflexiva completou 5 anos. 
É... muitas reflexões já rolaram por aqui. 
Você já se sentiu motivado, sorriu ou talvez chorou com algum texto publicado? 
Quer compartilhar? Ficarei feliz em ler seu comentário. Sinta-se convidado...
Com carinho
Daphnne

De olho no transito

Curitiba está em reforma. Qualquer trajeto que se faça é possível notar alguma obra. Ano de eleição e copa do mundo à vista... Dá pra entender, né?
Constantemente passamos pela Avenida Marechal Floriano Peixoto onde as obras já duram meses. Nesse trecho há várias placas de sinalização. Muitas delas apontam para lombadas. O problema, no entanto é que devido a reforma muitas destas lombadas foram retiradas.
O fato de as placas continuarem apontando lombadas quando na verdade elas já não existem causam freadas bruscas e alertam para o perigo no transito.
A conclusão que chego diante disso é que uma informação errada pode gerar tanto transtorno quanto a falta de informação necessária e correta.
Não basta sinalizar as vias. É necessário que as sinalizações estejam certas.
Interessante... Você concorda comigo de que esse exemplo se aplica à nossa vida espiritual?
Existem muitas (muitas mesmo) sinalizações por todas as partes no que refere à vida espiritual. O problema é que muita sinalização contém informações erradas fazendo assim que o perigo de se perder seja eminente. É necessário estar alerta para isso.
A boa notícia é que a bíblia nos aponta o caminho, a verdade e a vida. Jesus Cristo!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando o sinal está amarelo

Recentemente me submeti a uma sala de espera de um consultório odontológico enquanto acompanhava minha irmã. Novamente veio aquele sentimento...
Não gosto desse ambiente. Sala estreita. Assentos desconfortáveis. Mobiliário detonado amontoado num canto qualquer. Uma fonte de água artificial com foco de luz em um sapo?!? (O que era aquilo meu Deus!)
Paredes descascadas, uma TV pendurada acima quase no teto com antenas enormes, revistas desatualizadas jogadas numa mesa de canto. E claro... O som ambiente típico de um consultório odontológico. Aterrorizante!
Porque esperar tem que ser tão desconfortável?
Ah! Nunca vai encontrar nesse lugar um relógio. Monitorar o tempo de espera nesse ambiente é terminantemente proibido. Espera...
O sinal amarelo de um semáforo. O Pare de uma via. O apito de um guarda de trânsito. Uma resposta de um e-mail. Níveis de um elevador. Uma chamada telefônica...
Esses sinais são relativamente rápidos e temos certo conhecimento de seus intervalos. Nem sempre. É verdade! E mesmo assim é desconfortável.
Porém, há uma espera mais demorada. Uma espera que foge do nosso conhecimento. Uma espera do tempo que não é o mesmo que o nosso. É uma espera desafiadora para nós humanos, pois está intrinsecamente ligada ao tempo de Deus.
E o tempo de Deus não é como nosso como diz 2 Pe 3:8: Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia.
Diferente de uma sala de espera o tempo de Deus nos aponta esperança porque Ele tem o controle de todas as coisas. E como bem reconheceu Jó no cap. 42:2 Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido”, também Salomão em Pv 19:21
“Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá”.
Gosto do que o salmista diz a esse respeito no salmo 139:16
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. E não exatamente nessa ordem: Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance, é tão elevado que não o posso atingir(v.6).
Bem, sendo assim, mesmo não havendo um relógio espiritual disponível para consultarmos é possível descansar no Senhor.
Espere! Eu não disse fácil. Certo?
Durante o tempo de espera pode nos sobrevir ansiedades, temores e incertezas. É natural. Faz parte. E ainda assim há descanso para quem crê em Deus, mesmo nessas circunstâncias. Sua palavra nos diz em Rm 8:28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Na verdade gosto da observação que a bíblia NVI (Nova Versão Internacional) traz no rodapé: Alguns manuscritos trazem Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o amam, para trazer à existência o que é bom, com os que foram.
Isso faz diferença, quem é sua companhia durante a espera. Se Deus está contigo e no controle de todas as coisas o difícil se torna tolerável e assim podemos dizer como Paulo em Fp 4:13 “Posso suportar todas as coisas naquele que me fortalece”.
Em resumo a palavra de Deus é uma boa companhia enquanto o sinal está amarelo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Manuseio do Coração

Estávamos em círculo prontos para mais uma dinâmica em grupo. Fazia tanto tempo que não participava de uma...
Não esperava que aquele recurso fosse ser usado para discutir o Panorama de Mercado numa pós-graduação, mas enfim.
A rodada começou com a entrega de uma necessaire em formato de coração. Dentro dela continha perguntas e balas. Cada componente do grupo deveria pegar uma pergunta e respondê-la de acordo com sua percepção a respeito do comportamento do mercado atual.
Aquela necessaire tinha uma maneira peculiar para ser aberta e enquanto via meus colegas tendo dificuldade de abri-la comecei a pensar numa forma de fazê-lo sem passar vergonha. Sinceramente aquilo me deixou mais apreensiva do que ter que responder uma pergunta inesperada.
Chegando minha vez, enquanto ouvia a discussão comecei a manusear o coração, o virei de “ponta cabeça”, tentei entender como funcionava o fecho e pensei em como fazer a nécessaire se abrir sem chamar a atenção quando finalmente tivesse que abri-la.
Correu tudo bem. Minha curiosidade havia me livrado de passar vergonha.
Aliás, meu comportamento chamou a atenção da orientadora daquela discussão. Ela comentou ao final da dinâmica que até chegar a mim, ninguém tinha prestado atenção no coração. Tiveram dificuldades para abri-lo, mas não se deteram em observá-lo. E eu com minha curiosidade (e nervosismo) havia descoberto a marca daquele objeto. Incrível! Nunca imaginaria que se tratava de um produto da Tupperware.
A discussão foi interessante e mesmo depois de algum tempo me serviu de reflexão...
Quando falamos de coração na maioria das vezes estamos falando de sentimentos. E, não é nada fácil lidar com isso. É como aquela necessaire.
Às vezes simplesmente levamos essas coisas de sentimento aos trancos e barrancos, é mais fácil assim do que se deter no tempo para entender como funciona.
Acho que estou chegando à síndrome do aniversário. Quando minha data de aniversário vai se aproximando sou acometida dessa síndrome que me torna muito mais reflexiva...
Ainda mais que esse ano completo meus 30 anos. Meu Deus! Nunca me imaginei chegando nessa idade... Será que alguém já pensou?
Tá. Voltando ao coração será que seria vantagem entender como ele funciona? Ou a vantagem seria voltar à inocência em relação aos nossos sentimentos? Eu não sei a resposta.
Acho brilhante o que a bíblia diz sobre o coração a começar que Deus o sonda e o conhece. Ele conhece nossas inquietações. Mostra que nosso coração pode fraquejar, mas Deus é a força do nosso coração e nossa herança para sempre.
Quem melhor que Deus para manuseá-lo? Ele mesmo quem o criou. Ele conhece os seus “fechos” e aberturas. Ele conhece suas fraquezas...
E, por mais que nosso coração se pareça resistente como aquele da Tupperware Deus pode o tornar mais sensível. Ele mesmo diz: Filho meu, dá-me o teu coração. É um pedido inescusável, não é mesmo?
Então... A melhor entrega que podemos fazer é deixar que Deus manuseie nosso coração!