sexta-feira, 25 de junho de 2010

Abaixo o Fogo de Palha!

Lembro-me dos meus dias de criança quando visitávamos minha família que mora na zona Rural de Romaria.

Era um tempo muito gostoso onde podíamos brincar com liberdade debaixo dos pés de manga, no rio, andar a cavalo e de tantas outras brincadeiras.

Normalmente o almoço se atrasava com tanta conversa para se colocar em dia e nós crianças cheias de euforia e energia logo percebíamos que estávamos famintos.

Então era uma boa oportunidade de brincar de “comidinha”.

Corríamos lá na cozinha e buscávamos os ingredientes para nosso almoço de brincadeirinha.

Arroz, sal, óleo... Enquanto uma turma se dispunha a buscar o alimento e acessórios, outra turma corria no paiol para buscar palha para o fogo.

Arrumávamos as pedras para nosso “fogão”, colocávamos as palhas e num instante tínhamos a nossa volta um monte de adultos nos vigiando.

O fogo se espalhava rápido e quase sempre podíamos provar a nossa “comidinha” antes do almoço de verdade.

Essa recordação me veio à mente quando tentava entender que tipo de “fogo” temos tido em nossas igrejas.

É uma preocupação minha e talvez seja também uma preocupação sua...

Muitas vezes parece que temos tido um “fogo de palha”. (salvo as exceções, Graças a Deus!)

O culto começa e o barulho toma conta da igreja, o som alto da música ritmada e a dança nos fazem ficar entusiasmados, mas acaba o “período” do louvor o barulho cessa. A dança e o entusiasmo parecem terminar junto com a música.

Fogo de palha se consome com rapidez e não pode preparar uma comida de verdade.

Corremos o risco de voltar para casa tendo nos alimentado da “comidinha” feita no fogo de palha, que queimou rápido, fez muita fumaça, mas que não pode saciar uma alma faminta.

Eu quero fazer parte da igreja que tem fogo vivo, cujo som de louvor pode ser escutado mesmo depois que a música cessar.

Eu quero fazer parte da igreja cuja dança não se baseia no movimento do corpo, na sensualidade e nos hits do momento, mas sai do profundo da alma.

Eu quero fazer parte da igreja que se queima de paixão e amor por Cristo e que está firmada na sã doutrina.

Não é possível se saciar com uma comidinha feita no fogo de palha.

No primeiro momento é divertido e prazeroso, mas logo o estômago ronca e a gente percebe que enquanto estávamos entretidos na brincadeira a comida de verdade está pronta e a mesa está posta.

Sabemos que o melhor a fazer é deixar o nosso “fogão” improvisado de lado e nos apressarmos em tomar um lugar à mesa onde há fartura.

Pense nisso amigo, que tipo de fogo está sendo oferecido no altar do Senhor?

Certamente Deus não se agrada de fogo de palha...

“O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.”

Levítico 6: 12 e 13

quarta-feira, 23 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

Gratidão - Você tem essa qualidade?

Aprendi a dirigir depois dos 18 anos embora tenha tido a oportunidade de aprender muito mais cedo. Meu pai antes de ser pastor em tempo integral foi proprietário de uma agência de carros de maneira que carro à disposição não era o problema. Para mim, dirigir sem habilitação sempre esteve fora de cogitação. Por conta disso esperei o tempo certo para entrar em uma Auto Escola. Demorei muito para conseguir minha CNH. Lembro-me da minha primeira prova de rua, estava tranqüila e certa de que havia feito tudo corretamente, mas ao sair do veículo descobri que teria que voltar para mais aulas de direção, pagar novamente todas as taxas e enfrentar o “medo” de ser reprovada outra vez.

Não foi um processo fácil. Não foi um processo agradável. Não foi barato. Não foi rápido, mas passou. Ontem enquanto esperava o portão de casa abrir para entrar com o carro pude me alegrar com a bênção que Deus me deu de ter conseguido a minha CNH. O dia em que fui aprovada no teste de direção foi muito especial. Foi como andar sobre as nuvens. Não conhecia o examinador, mas por pouco não lhe dei um grande abraço. Lembro-me do nosso diálogo quando entrei no veículo. Ele me questionou o significado do meu nome e me cobrou que fizesse jus ao seu significado. (Meu nome significa: digna de honra). Fiz o que me foi solicitado e consegui vencer esse processo, sem ter pagado propina ou usado de fraude, apesar de toda a dificuldade. Hoje quando passo na frente de uma Auto Escola sinto a alegria da minha conquista. Eu sei o que enfrentei para conseguir minha CNH. É uma conquista minha que foi possível pela graça de Deus. Como não agradecê-lo?

Da mesma maneira me sinto em relação à minha graduação no curso de Decoração pela UFU. Sempre que passava na frente da Universidade ficava sonhando com o tempo em que eu seria uma aluna dessa instituição. Foram quatro tentativas. Vestibulares em três fases. Estudei, chorei, sonhei e tive despesas financeiras nessas tentativas. Também não foi fácil, nem rápido, nem barato, mas passou. Fui aprovada no vestibular, fui aprovada no curso e consegui concluir a faculdade de uma maneira satisfatória. Hoje quando vejo os outdoors espalhados na cidade com datas de vestibulares respiro fundo e agradeço a Deus que me concedeu o privilégio de ter cursado uma universidade federal. Outra vez posso agradecer a Deus por uma bênção concedida a mim.

Sinto que muito mais poderei agradecer por todas as outras bênçãos que virão. Agora, importa reconhecer que tudo o que já veio foi por misericórdia e graça de Deus. É ele quem nos capacita, é ele que nos dá coragem de continuar tentando. É ele quem não tem deixado vacilar o nosso pé. É ele que nos guarda.

Gratidão é uma boa qualidade que devemos exercitar dia após dia. Nosso Deus é tão bom e tem nos dado tanto. Ele merece nossa gratidão. E você? Tem motivos para agradecer?