sábado, 13 de outubro de 2007

- Repercussão - Crônicas do Cotidiano

Sabia que teria repercussão com esta crônica, afinal quem nunca passou por estes momentos, não é? Mas não sabia que seria tão bom ler todos os comentários que recebi( por e-email, pessoalmente e os que são publicados diretamente aqui no blog).
Depois de alguns comentários me vieram à tona muitas outras experiências...
Já senti a presença de Deus...
Já compartilhei da minha fé...
Senti a opressão no olhar de alguns...
Já fiz alguém sorrir...
Já me atrasei para entrar em um ônibus e por isso tive livramento de acidentes...
Já me atrasei... e por isso pude compartilhar da palavra de Deus com alguém no Ponto de Ônibus...
Já cantei, já orei...
Já entrei em ônibus errado! Ah sim...
Já desci em pontos errados também...
É...
Que bom saber que junto com você posso refletir sobre minhas ações. Compreender que “Como é feliz o povo que aprendeu a aclamar o Senhor e que anda na luz de sua presença!” SL.89:15.

****Leia a crônica na íntegra****

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Crônicas do Cotidiano - Um mundo á parte


Falo de dentro do ônibus... deste “mundo” paralelo ao real. Sim, porque o que se passa aqui dentro é diferente de tudo que se vive por fora.
Vê-se de tudo. Gente bonita e gente “desprovida de beleza”. Tem aqueles que estão acostumados com o “convívio” no ônibus e aqueles que não conseguiram funcionar o carro de manhã e tiveram este veículo como única opção! Estes são mais difíceis... Reclamam se alguém esbarra, ou se o motorista arranca bruscamente, pura falta de costume!
Existem também aqueles velhos amigos que se encontram e por um breve momento querem colocar as conversas em dia. Revelam segredos, trocam notícias da velha turma... Trocam boas novas e até mesmo compartilham as lembranças dos que já passaram desta vida. Há também os estudantes... Com suas pastas e mochilas enormes (falo agora com experiência). Quando entram uns sorriem outros estão cansados. Passei por várias experiências inusitadas... Tive que passar pela “catraca” com minha pasta enorme e com a régua saindo um tanto para fora da pasta (material usado por designers, arquitetos e engenheiros). Também já carreguei escultura e tubo onde se guarda projetos em papéis (parecia mais uma bazuca). Cada vez que tinha estes objetos em mãos reparava que me tornava alvo de atenção, embora, preferisse não ser notada! Como? (devo contar que minha pasta é rosa choque onde fixei um adesivo do Smiley?).
Posso dizer que já senti emoções diversas também. Já até chorei...
Ajudei alguns a encontrarem um assento por lhe faltarem a visão. Já cedi o meu lugar para senhores e senhoras... Já gritei com desespero ao ver que o motorista arrancaria com o ônibus enquanto uma criança ainda com dificuldades descia tentando não perder de vista sua mãe... Chorei disfarçadamente por ver pessoas com suas deficiências dando demonstração de carinho e afeto e por perceber que gozo de saúde e perfeito funcionamento do meu corpo e tenho dificuldades de expressar meus sentimentos...
É Assim, neste mundo á parte que sigo o meu percurso de faculdade para a casa, avisto o próximo ponto onde terminarei meu trajeto e finalmente deixarei para trás este convívio... Sem saber qual será o caminho dos que deixei ali dentro. Com certeza amanhã novas pessoas preencherão os lugares daquele ônibus. Novas histórias serão contadas... Novos amigos se reencontrarão e novas emoções surgirão construindo assim as crônicas da vida aqui fora.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Formalidade Interrompida

O jantar corria conforme combinado. Convidado especial à mesa...
Alimento e bebida servidos...
Simão revive em sua memória todos os últimos momentos desde que convidara aquele homem para vir em sua casa. Nada lhe passara despercebido, todos os preparativos foram feitos. Mas uma coisa lhe incomodava...
Alguma coisa ele estava esquecendo, até que de volta a formalidade de um fariseu que era, viu entrar em sua sala uma mulher. Conferiu a lista de convidados só para ter certeza. Aquela não era sua convidada. Como ela ousava interromper um jantar em sua casa que tinha tudo para ser um evento de destaque nas primeiras páginas do jornal da cidade?
Jesus sabia o que Simão pensava e como aquela situação o perturbava. Surpreso com a interrogação de Jesus, ele descobriu o que lhe incomodava. Não havia oferecido água para os pés de seu convidado e nem o havia recebido com o ósculo. Preocupou-se com o evento, mas esqueceu de “receber” seu convidado. Aquela intrusa, porém, interrompeu o gelo do formalismo e correu para “receber” Jesus.
Em circunstâncias formais há privacidade de livre expressão. No entanto, quando estamos na presença de Deus há liberdade! Outras pessoas interromperam eventos formais e se expressam com verdade e receberam bênçãos. Foram despedidos com o gozo e alegria da salvação. Tiveram seus pecados perdoados, seus filhos libertados e seus doentes sarados. Como vivemos depende da maneira que nos relacionamos com Deus.