quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Apenas decisão!

Sábado passado tive a grata oportunidade de pregar no culto dirigido pelas irmãs na AIDB – Curitiba. Fiquei surpresa com o convite uma vez que no culto anterior (25/08) fui eu quem pregou também. Agradeço a Miriam (minha irmã 2X) pelo convite e ao pr. Gerson pela confiança. Sei que sou apenas um instrumento e quero sempre estar pronta para Deus.
A mensagem que senti no coração e me prontifiquei a pregar foi a respeito da decisão de louvar a Deus, decisão de orar, decisão de buscar a sua vontade... Para fundamentar a pregação escolhi o texto de Gênesis Cap. 29 que descreve o nascimento das tribos de Israel.
Apaixonei-me por esse texto há muito tempo quando percebi um tesouro escondido nas entrelinhas.
Lia não era uma mulher feliz. Era feia (é o que dá a entender pela sua descrição) e foi dada como esposa a um homem que não a amava. Serviu a Jacó como esposa por sete anos enquanto ele trabalhava por Raquel e após sete anos teve que dividir o matrimônio com sua irmã mais jovem, mais bonita e amada...
Não quero entrar no mérito da questão. O matrimônio naquele tempo era diferente de tudo que se vive hoje e principalmente longe de qualquer semelhança com Brasil.
Voltando à Lia... Deus a abençoou dando-lhe filho. É essa a descrição:
“E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o SENHOR atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido.
E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Porquanto o SENHOR ouviu que eu era desprezada, e deu-me também este. E chamou-o Simeão.
E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Por isso chamou-o Levi”. Gênesis 29:32-34
Imagine. Primeiro filho. A honra de se tornar mãe. A felicidade de ter nos braços um herdeiro e a oportunidade de nomeá-lo. Algumas mulheres acham pouco o tempo de 9 meses para a escolha de um nome, pois é algo muito significativo.
Lia dá ao seu primogênito o nome que sugere a aflição da sua vida! Ao segundo ela menciona o desprezo que sofria e ao terceiro expõe sua intenção de “subornar” seu marido com filhos para ter o seu amor.
Difícil né? Apesar de suas três tentativas, Lia não conseguiu mudar sua história.
Porém, no próximo verso noto uma mudança muito significativa na atitude dessa mulher. Veja o que diz: “E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao SENHOR. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz”. Gênesis 29:35
Ela tomou uma decisão de louvar ao Senhor! Judá, portanto foi o filho dessa decisão. A história dessa tribo é muito interessante. Jacó dá a sua bênção aos filhos em Gênesis cap. 49 e Judá é mencionado como um leão. Cantamos até hoje sobre o leão da tribo de Judá. Dessa tribo nasceu reis poderosos como o rei Davi. Jesus também nasceu dessa tribo. Não acho que seja mera coincidência. Acredito que a decisão de Lia refletiu em todas essas bênçãos.
Olhando para Atos dos Apóstolos cap. 16 vemos um relato interessante sobre decisão.
Paulo e Silas foram lançados em prisão depois de serem açoitados. Eles estavam fazendo a vontade de Deus. Acho importante frisar isso. Estavam pregando a palavra de salvação, fazendo sinais em nome de Jesus, andando na fé e foram parar naquela situação. A coisa estava feia. Porém está escrito que eles decidiram orar e cantar hinos a Deus. Isso é decisão! Apenas decisão. Podiam estar fazendo qualquer coisa e principalmente reclamando de todo o sofrimento e dor. A decisão deles tocou o coração de Deus. Acredito nisso. Aconteceu um terremoto e eles foram libertos. Pregaram a palavra e deram testemunho de Jesus o Cristo. Houve conversões naquele contexto. Almas foram salvas. Por quê? Em meio a toda tormenta dois homens decidiram louvar a Deus.
Não significa que seja fácil. A bíblia não traz referencia nenhuma quanto a isso. No entanto, a bíblia nos garante (e eu creio) que Deus nos ajuda. Ele nos esforça. Ele nos dá bom ânimo. Ele luta por nós e nunca nos deixa só. (Josué 1:5 / Isaías 41:10,13 / Mateus 28:20)
Cabe a nós tomarmos a decisão como fizeram esses personagens, louvar a Deus acima de qualquer circunstância e deixar que ele cuide do resto.

terça-feira, 2 de outubro de 2012