quinta-feira, 21 de março de 2013

Uma palavra sobre a Páscoa

Dia 31 de março, daqui a poucos dias será comemorado a Páscoa...
O mercado já calcula seu aumento no faturamento. Redes de supermercados acelera a reposição de mercadorias nos expositores, as crianças seguem eufóricas com tanto chocolate e doces e... O significado dessa data vai ficando empoeirada nos cantos da vida. Que pena!
Apaixonei-me por essa festa judaica desde que tomei consciência de seu significado profético e seu cumprimento em Cristo. Aprecio observar no novo testamento o cumprimento do que era simbólico. Até mesmo o ‘Pessach’.
Encontramos em Êxodo capítulo 12 a instituição da Páscoa, Deus libertando o seu povo (hebreu) da escravidão do Egito, do domínio de Faraó. Naquela noite o sangue do cordeiro foi o sinal dos que pertenciam a Deus. O anjo da morte ‘passou por cima’ das casas onde havia o sangue e livrou os filhos dos hebreus enquanto a ‘última praga’, a morte dos primogênitos, assolou o povo egípcio. A alimentação rápida e sem fermento, as ervas amargas e claro, o cordeiro, estão sempre presentes na comemoração dessa festa judaica.
O que mais me impressiona é ler sobre essa mesma festa sendo celebrada por Cristo no novo testamento. Cada simbolismo, principalmente o pão asmo e o suco da vide, passando por suas mãos e bênçãos e sendo distribuídos para seus discípulos. Nele estava todo o cumprimento da páscoa. A dor, a aflição, o sangue do cordeiro derramado para perdão! Desde o momento de sua unção na casa de Simão, o corpo sendo perfurado e afligido, o sangue...
Com algumas diferenças, o sacrifício se tornou suficiente, pois ele foi o cordeiro sem mácula. Seu sangue, o sangue da nova e eterna aliança. Suficiente para perdão de pecados! 
A festa ‘da escravidão para a liberdade’ se tornou a nossa redenção. Podemos nos lembrar de seu sacrifício enquanto celebramos a santa ceia sabendo que naquele dia, (assim como ele cumpriu as promessas do antigo testamento) ele nos fará participar com ele do cumprimento de suas promessas no novo testamento. Sua vinda e a eternidade.
Espero que sua páscoa seja muito mais do que o comercio impregnou nas mentes de nossa sociedade. Seja verdadeiramente a festa da liberdade, em Cristo, o nosso cordeiro pascal.
(Sim é uma REpostagem!)

Agora algumas curiosidades sobre a "Santa Ceia":

A santa ceia foi o Sêder de Pessach (jantar cerimonial judaico em que se recorda o Êxodo) celebrado por Jesus Cristo e seus discípulos. Portanto algumas observações são importantes:

Sobre o pão da SANTA CEIA: É usado o pão Ázimo (ou Asmo) que é o pão sem fermento. Durante sete dias (de 14 ao 21 do primeiro mês do ano - Abibe) não se podia ter nenhum tipo de fermento em casa.  "Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã". Êxodo 34:25. A explicação completa está no livro de Êxodo 12. O pão é feito de farinha, azeite, água e sal. O preparo é feito rapidamente. 

Sobre o "fruto da vide": Tenho escutado desde a minha infância a seguinte pergunta: A santa ceia é celebrada com vinho ou suco de uva? 
[Qual a diferença entre Vinho e Suco de Uva ? 
A diferença começa pelo processo dos dois produtos. O Vinho é feito da fermentação natural das uvas, onde depois é extraído o álcool. O suco de uva é feito pelo cozimento das uvas.]
Bem, se na páscoa (que é o que se estava comemorando na santa ceia) era expressamente proibido o consumo de alimento fermentado conforme Êxodo 12:15 podemos supor que a bebida é também sem fermentação. Precisamos nos lembrar que a Páscoa foi comida apressadamente e que os hebreus estavam em fuga, prontos para partir. Havia uma ordem para que a sobra dessa última refeição no Egito fosse queimada, rejeitada. [Todo mosto de uva em repouso fermenta espontaneamente sem adição de levedura; os açúcares nele contidos transformam-se em álcool e o produto final desta fermentação constitui o vinho]. Portanto é mais provável que o fruto da vide destinada a esta cerimônia (santa ceia) é o suco de uva, sem levedura. "Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos". Êxodo 13:7. 

Referencias: 
http://classificacaodemercadoria.blogspot.com.br/2011/12/classificacao-dos-mostos-de-uva.html
http://www.sobrieta.com.br/mitos_e_verdades.asp
Biblia NVI

segunda-feira, 18 de março de 2013

Exercite sua memória!

Eis o resumo da mensagem que preguei:

Jeremias, o profeta chorão, começa o capitulo de Lamentações 3 se lembrando da situação de Jerusalém, lamentando suas desgraças. Até o verso 20 a situação recordada por Jeremias carrega sua alma de angustia e dor, é o que ele declara: “Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim”. Lm 3:20. Então vem o verso base desta mensagem que mostra uma mudança na atitude do profeta. Parece que ele faz uma pausa, respira, toma fôlego e exercita a memória trazendo à lembrança situações, recordações e memórias do que dava esperança.  Na NVI (Nova Versão Internacional) diz: “Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança:” e continua lembrando-se das misericórdias de Deus e dos teus feitos e das suas promessas...
Um dos primeiros memoriais registrado na bíblia encontra-se no livro de Ge 28:19 onde Jacó dorme usando uma pedra como travesseiro. Ele tem um sonho onde vê uma escada, anjos subindo e descendo por ela e ao lado estava o Senhor que lhe diz algumas palavras. Acorda assustado. É tomado por temor. Toma a pedra onde sua cabeça estava apoiada e derrama sobre ela o óleo chamando aquele lugar de Betel. A casa de Deus.
Deus fez questão de, em muitas ocasiões, ordenar o seu povo que tivessem seus memoriais. Começando pela páscoa em Ex 12, passando pela travessia do Jordão e em tantas outras situações de conquistas, as gerações vindouras deveriam saber o significado dos memoriais.
No livro de Ex 17:5 Deus parece dizer a Moisés que exercite sua memória: ‘Respondeu-lhe o Senhor: "Passe à frente do povo. Leve com você algumas das autoridades de Israel, tenha na mão a vara com a qual você feriu o Nilo e vá adiante’. Por quê? Eu penso que a razão era que aquela vara tinha história que se ele recordasse voltaria a ter esperança. Ex 4:2-5 / Ex 4:17 / Ex 8:16 / Ex 9:23 / Ex 10:13 / Ex 14:16. O que ele precisava naquele momento era se recordar dos feitos do Senhor. Trazer à sua memoria as lembranças e ter sua esperança renovada no Senhor e a vara era uma ponte para estas lembranças.
Elizeu começou seu ministério de uma forma muito especial. No livro de 2Rs 2:14 ele teve que clamar ao Deus de Elias como o seu próprio Deus. Construir o seu memorial com Ele, ter a sua própria experiência. Elias havia tocado nas águas do Jordão com sua capa e depois disso foi levado pela carruagem de fogo e agora Elizeu estava dalém do Jordão e a única coisa que ele tinha em mãos era a capa de Elias e a lembrança de como as águas haviam se dividido. Ele usa a capa e com fé toca nas águas. O milagre aconteceu de novo. Por causa da capa? Não, mas por causa da fé. A capa foi uma ponte para a lembrança e fez com que ele exercitasse sua memória e fé.
No livro de 2Rs 4 lemos sobre o milagre do azeite. Já ouvi inúmeras mensagens sobre esta passagem. Não me recordo de ter escutado alguma história desta mulher depois do  episódio do milagre. Penso que ao longo de sua vida cristã ela tenha enfrentado outros desafios. É natural. Momentos que a fez ficar angustiada, aflita, em que sua fé tenha fraquejado... Qual a ponte para a lembrança que aquela mulher tinha para renovar sua esperança? O azeite! Será que era possível ficar inerte ao ver o azeite sendo derramado numa vasilha? Será que seu coração não batia mais forte com esta lembrança?
A mesma coisa eu penso que aconteceu ao menino de Jo 6:9. Já homem adulto com esposa, filhos e casa para sustentar, quando os tempos nebulosos chegaram – porque eles sempre chegam... Será que no tempo de crise quando a única coisa que ele tinha para comer era peixe e pão e tendo a responsabilidade de dar graça pelo alimento sabendo que era a ultima refeição, não lhe veio a lembrança no coração? Será que ele não se lembrou de Jesus e do milagre da multiplicação? Penso que ele pregou para sua família com o coração queimando de fé e ousadia lembrando-se do que lhe dava esperança, recobrou ânimo para pregar Jesus o mesmo capaz de realizar milagre no presente! O peixe e o pão foram ponte para a lembrança.
Seguramente exercitar a lembrança é uma recomendação de Deus. Como o próprio Jeremias recomenda em Lamentações 3. “Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranqüilo pela salvação do Senhor”. Lm 3:24-26. Exercite você também a sua memória e recorde o que pode te dar esperança!

Encontro "UMA" AIDB-Curitiba

Ontem aconteceu na AIDB – Curitiba o encontro regional de mulheres UMA (União de Mulheres Apostólicas). Foi um encontro muito bom começou às 9:00 e terminou aproximadamente às 21:00, que fôlego!
Devo dizer que estava muito agradável o encontro, a comunhão, a disposição da mulherada... O café da manhã estava lindo de se ver e saboroso. O almoço estava caprichado com uma apresentação incrível. A programação bem criativa surpreendeu pelo resultado. Enfim, estão de parabéns UMA!
Lembro que uma programação ainda maior está por vir. Na contagem regressiva faltam 11 dias. Encontro Nacional das Mulheres AIDB dias 29, 30 e 31 de março, em Leme /SP. Não perca!
Voltando ao encontro UMA, tive a grata oportunidade de pregar no culto da noite finalizando a programação. O tema da mensagem foi: Exercite sua memória – tendo como texto base Lamentações 3: 21 a 26.