sexta-feira, 19 de março de 2010

Ele é Surpreendente!

Eu gostaria de ter palavras para expressar minha admiração e temor a Deus.

Confesso... Minhas palavras não conseguem expressar.

Ontem foi como um ápice daquilo que tenho sentido e visto.

Desde o meu nascimento tenho aprendido a respeito de Deus e ao longo da minha vida tenho experimentado do seu amor, cuidado, graça e misericórdia.

Seus planos são altos demais para o meu entendimento e suas ações profundas demais para minha percepção.

Do homem, como diria Salomão, são as preparações do coração, mas de Deus a resposta da língua.

Penso em José e fico a imaginar que turbilhão de pensamentos e emoções tomou sua mente e coração quando viu ruir os planos de ser um homem importante. Seus sonhos deram lugar a prisões e injúrias. Tudo pareceu ruir. Foi afastado de seus pais e irmãos. A vida mudou. Os sonhos se aquietaram no coração. O tempo passou e ele não podia entender o rumo de sua vida e o fim de seus sonhos adquiridos ao longo do tempo. Tudo aconteceu como sabemos e só depois de tantas vivências a “ficha caiu” quando governador foi usado para providencia em sua família. José não entendia, mas o plano de Deus não foi frustrado. José se tornou um homem importante como provisão para as nações e sua própria família. O plano maior que era de Deus se realizou no tempo de Deus. Quem poderia entender? A separação doeu. O sonho se aquietou no coração. Prisões e peregrinação aconteceram. Mas no tempo de Deus lá estava José ocupando um cargo para beneficio de nações e de sua família. Providencia Divina!

Então me lembro de Ester. Uma criança linda e graciosa. Perde seus pais e vive sobre o cuidado de seu primo. O tempo passa, a ferida e a dor de perda dos pais aos poucos são superadas. A aceitação do primo como um segundo pai toma espaço no seu coração. O relacionamento familiar torna-se intenso até que um rei entra na história fazendo com que esse elo se rompa. Sem querer... Sem gostar... Ester se vê novamente sozinha, “escrava” em terra estranha. É entregue como esposa a um homem que não amava. Mais uma dor a ser superada. Seus sonhos são colocados em segundo plano. Porque toda essa dor? Porque essa separação? Tantos porquês! Até que o plano de Deus entra em ação e Ester se torna a Providencia Divina para o povo judeu. Enquanto que Mardoqueu e Ester se questionavam, Deus no seu plano fazia a ligação de peças de um grande quebra-cabeça. Providência!

São histórias distantes dos nossos dias, assim como a de Maria.Jovem bonita e dedicada. Desposada aguardando o grande dia de oficializar o seu casamento com seu amado José. Todos aguardam o grande dia de festa e união do casal. Mas um anjo surge na história. Uma virgem se vê grávida. Um homem que aguardava a sua amada assume uma gravidez sem saber o que fazer. O casal assume uma mudança imediata na vida sem entender... A criança nasce numa situação totalmente fora do controle e conhecimento do casal, mas porque tudo isso? Mais uma vez é a Providencia Divina!

Quantas vezes meus queridos amigos e leitores não entendemos os acontecimentos de nossas vidas? Quantas vezes somos levados a uma mudança repentina obrigando-nos a esquecer ou deixar de lado os nossos planos. Não conseguimos entender os porquês de nossas mentes e corações. Um turbilhão de pensamentos nos assombra e o tempo passa. A vida segue um rumo sem nosso consentimento até que mais à frente a “ficha cai” e finalmente entendemos... Toda essa direção que nossa vida tomou foi Providencia Divina!

Deus é surpreendente!

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”.

Obrigada meu Deus!

Tu és Único e seus planos são maravilhosos quem pode negar?

quarta-feira, 17 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Autenticidade

O que quer dizer: autenticidade? - Você é autêntico?

Autenticidade é caráter do que é autêntico, legítimo, verdadeiro.

Logo ser autêntico é possuir estas qualidades.

Deixa-me ir direto ao assunto.

Escrevi minha ultima postagem sobre os que carregam as palavras “andam dizendo”. Estes são mensageiros. Porém, não são autênticos.

Nossa sociedade está cheia de mensageiros sem esse caráter.

Quando estava a meditar nesse assunto me lembrei de um episódio descrito no livro de II Samuel.

A história relata a morte dramática de Absalão filho do rei Davi.

Joabe precisava anunciar ao rei que o Senhor havia livrado Davi das mãos de seus inimigos, mas que Absalão havia morrido.

A mensagem era séria e carregava em si dois lados. O bom; o conflito foi resolvido e o ruim; o filho do rei estava morto.

Não podia ser qualquer um para entregar o recado. Precisava ser entregue por uma pessoa legítima; com qualidade requerida.

Havia nesse cenário um jovem chamado Aimaás. Quando soube da necessidade de enviar a mensagem ele se apresentou a Joabe dizendo: deixa-me correr para entregar a notícia ao rei.

Joabe recusa a proposta do jovem e lhe mostra que ele não tem uma mensagem conveniente e que ele não está a par de todos acontecimentos portanto sua mensagem não era exata.

Enquanto Cusi, o mensageiro autêntico inicia sua carreira ao encontro do rei, Aimaás insiste com Joabe dizendo: Deixa-me correr, seja o que for eu quero ir. Eu quero correr. Somente me libera para que eu corra.

Joabe libera o moço já que à frente dele estava um mensageiro autêntico.

Porém Aimaás se apressa, passa por Cusi e chega primeiro diante do rei.

O que vemos a seguir é cômico e ao mesmo tempo constrangedor.

Quando Davi questiona o jovem a respeito de sua mensagem ele diz:

“Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim teu servo; porém não sei o que era”.

Ora, o rei esperava uma mensagem trazida de um conflito. Seu coração estava angustiado e de repente chega uma notícia... Sem propósito... Sem conteúdo...

A expectativa do rei se frustra e ele coloca Aimaás de lado até que Cusi o autêntico mensageiro traz as notícias.

O que me chama a atenção é que Aimaás se apresentou para correr... ele se apresentou para ser portador de uma notícia... o interesse dele não era em entregar o conteúdo do recado... Ele não estava interessado no relato exato da situação... Ele queria apenas entregar ao rei o que ele “ouvira dizer”.

Ele soube do alvoroço, ele soube da “muvuca” e não quis ficar de fora daquele acontecimento. Enquanto a reação de Cusi foi de temor e tremor diante do ocorrido, Aimaás estava eufórico.

Isso te lembra alguma coisa?

Caro leitor, não sejamos como Aimaás...

Mas sejamos autênticos na fé, na palavra, no trato, no amor, no espírito e na pureza.