terça-feira, 5 de julho de 2011

Onde Encontrar a Vara?

Pergunta interessante!
No livro de números capítulo 16 lemos sobre a revolta de Corá e seus companheiros contra a liderança de Moisés e Arão. Deus julga a causa mas ainda restam murmuradores contra a liderança e Deus novamente ordena a Moisés que se apresente diante dele na “tenda do encontro”.
Ele ordena que cada um dos chefes das tribos de Israel apresente uma vara com seu nome escrito para serem depositadas em frente da arca da aliança no lugar Santíssimo. Aconteceria que a vara que florescesse indicaria (pelo nome escrito nela) o escolhido por Deus para liderar junto com Moisés.
Conforme estabelecido as varas foram dispostas na frente da arca e no dia seguinte Moisés entrou na tenda e viu que a vara de Arão, que representava a tribo de Levi, tinha brotado, produzindo botões e flores, além de amêndoas maduras.
Depois de esclarecidos os fatos aos Israelitas, Deus ordenou a Moisés que a vara fosse devolvida para a arca a fim de servir como advertência aos rebeldes e por fim às queixas deles contra Deus para não morrerem.
Dentro da arca da aliança estavam depositados alem da vara outros objetos como as tábuas do pacto (os dez mandamentos) e o vaso de ouro que continha o maná.
Cada objeto fazia referência à aliança de Deus para com seu povo e olhar para eles era uma forma de trazer à lembrança todas essas coisas.
Então, onde encontrar a vara?
Na arca da aliança! Onde Deus manifesta a sua presença.
Asafe diz no salmo 73 (2-16) que ele estava aflito. Olhava para todos os lados e via a prosperidade dos ímpios e não conseguia entender porque eles prosperavam enquanto ele era abatido mesmo sendo um servo do Senhor. Ele começou a desejar o que os ímpios tinham. Aquela aflição o impulsionou a entrar no templo e ao entrar seu pensamento mudou (17).
Toda aquela aflição certamente havia se dissipado com a lembrança da aliança de Deus para com os seus. Basta continuar lendo o salmo para entender isso (18 a seguir).
Ele se volta para a aliança de Deus e lembra dos benefícios recebidos e das promessas do Senhor para com os seus.
Que coisa maravilhosa é quando conseguimos entrar no lugar santíssimo onde o Senhor manifesta sua presença e podemos contemplar sua aliança inquebrável. Podemos alimentar nossa lembrança com aquilo que pode nos dar esperança.
Certamente você e eu podemos encontrar essas lembranças.
Quando nos falta o sono no meio da noite, podemos fazer como o salmista no salmo 77:6 “De noite lembro-me do meu cântico; consulto com o meu coração, e examino o meu espírito”.
E essas lembranças, renovarão nossa esperança!

domingo, 3 de julho de 2011

Lição Em Refidim

Refletir faz bem para o coração que questiona...
Em nossa caminhada com Deus não nos falta respostas e elas sempre vêem de onde menos esperamos. Ele, fiel em todo o tempo, mesmo quando falhamos ou fraquejamos, nos mostra sua palavra.Olho para Moisés e vejo sua aflição no deserto. Levantado para guiar o povo de Deus, sai do Egito e chega ao lugar onde “Deus repousa a sua nuvem”, numa cidade chamada Refidim. Ali não havia água para o povo. Eles se rebelam e questionam a Moisés, como se dele dependesse aquela situação. Moisés por sua vez, angustiado com toda aquela difícil caminhada, guiando um povo difícil... Cansado das contendas de Israel, clama ao Senhor e desabafa dizendo: “Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejarão”.Vejo a resposta de Deus, não mostrando como Moisés faria para ter água, mas dizendo o que era necessário fazer...Respondeu o Senhor dizendo: “Passa adiante do povo. Toma consigo alguns dos anciãos de Israel, e leva contigo a tua vara, com que feriste o rio, e vai”.Quantas lições estão contidas nesta resposta, mas minha ênfase para hoje está nas palavras em negrito.Deus traz uma referência para Moises. Algo que lhe é familiar. A vara, que esteve com ele desde o princípio. A única ferramenta que ele tinha nas mãos quando Deus o chamou. Com ela ele feriu as águas. Com ela abriu o mar vermelho. Aquela vara trazia recordações que Moisés havia esquecido por causa das aflições que toda a cobrança do seu trabalho trazia. Estava com ele algo que podia fazer seu coração pulsar mais forte, a lembrança de como Deus fez milagres e maravilhas, mas Moisés não a tinha como recordação.Vemos que mais para frente quando ele dá instruções para Josué, diz: “... e a vara de Deus estará na minha mão”. Algo maravilhoso está por trás destas palavras! Imagino que quando ele deu crédito às palavras de Deus e olhou para a vara em sua mão, pode imediatamente ver diante dos seus olhos todas as imagens dos sinais e das maravilhas de Deus. E agora em suas palavras havia um ar de esperança. Algo aconteceu dentro de si desde que Deus trouxe à lembrança aquilo que dava esperança!Quando Deus neste fim de semana que passou, me trouxe esta palavra ao coração, imediatamente na minha memória busquei todas as lembranças dos feitos de Deus em minha vida. Fotos, marcas, objetos... Tudo o que me trazia a recordação de como Deus ouviu o meu clamor, de como ele agiu, de como proveu aquilo que necessitava! Meu Deus, que momento glorioso, recordar as maravilhas de Deus e saber que de alguma maneira nossas questões hoje serão respondidas por Ele.Moisés pôde novamente usar a vara e obter água! Também vemos ao final do cap.17 de Êxodo, Deus dizendo a Moisés: “Escreve isto para memória num livro, e repete-o a Josué...”.Tenho questionado tanto a Deus... Tantas aflições pelo presente... Tantas expectativas pelo futuro... Mas posso olhar ao meu redor e ver as recordações que Deus me traz à memória de que Ele supre todas as coisas... Então como Moisés, a esperança é renovada no meu coração. Posso dizer que os feitos de Deus me acompanham e por eles tenho viva a esperança!