quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Extravagância

Eu não sabia o quanto minha maneira extravagante e nada discreta de adorar ao meu Deus influenciava as pessoas ao meu redor até que depois de dez dias de viagem retornei à minha igreja.
Algumas pessoas chegaram a mim e falaram a respeito do assunto.
Disseram ter sentido falta da minha extravagância que por vezes os estimulou a darem a Deus seus louvores espontâneos.
Alguns até mencionaram que em alguns momentos dos cultos olharam para o lugar onde costumo ficar como que tentando imaginar de que maneira eu estaria agindo se estivesse ali.
Confesso que fiquei surpresa com essas confissões e ao mesmo tempo tive algumas velhas questões respondidas.
Às vezes não nos damos conta de quanto estamos sendo observados e nem de quanto temos exercido influencia em nosso circulo de convivência.
Sei que alguns não apreciam e até julgam minha extravagância, mas o que importa?
Mispa também não gostou de ver seu esposo, rei Davi, dançando diante da arca da aliança, despido de seu traje real e muito menos se comportando daquela maneira extravagante diante de seus súditos.
Porém, a mensagem foi clara. Se o rei, autoridade máxima da nação, dançava para Deus então todos deveriam seguir o exemplo.
Alguém deveria puxar a dança, o louvor e a adoração e o rei decidiu que ele é quem daria o exemplo.
Uma das expressões que mais ouvi quando criança e ainda continuo ouvindo referente a minha vida cristã é que filho de pastor deve ser exemplo. (todos devem ser exemplo, mas...)
Muitos filhos de pastores acharam esse “chamado” muito pesado para colocar em prática.
Abandonaram a fé, desistiram de apoiar o ministério dos seus pais e revoltados se entregaram às paixões do mundo.
Ah, não! Não estou dizendo que ser exemplo é coisa fácil, mas seguramente posso afirmar que é um grande privilégio assim como qualquer outro ministério.
Bom, nesse caso, posso me alegrar na minha extravagância sabendo que de alguma maneira estou influenciando outros no louvor, na adoração e na dança.

Um comentário:

Pra. Rosana Silvério disse...

Sou grata a Deus pela sua vida, de adoração, mesmo sem te conhecer pessoalmente.
Continue assim, AUTENTICA, o Senhor merece o melhor em todos os sentidos da nossa vida.
Quanto a ser exemplo por ser filho de pastor... conheço bem essa frase, meus filhos a ouvem todos os dias, rsrs
Já se acostumaram a lidar com isso, e entendem que o amor deles por Jesus vai muito além do cargo que seus pais têm.

bjs querida
Rô Silvério