quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Poder do Engano I

Estava em um ônibus que segue em direção ao Hospital das Clínicas. Assentado na poltrona da frente estava um rapaz vestido de branco. Pensei: deve ser um enfermeiro em formação (já que um profissional formado teria condições para adquirir um veículo). Cheguei ao meu destino desci do ônibus e o jovem me acompanhou. Ele entrou na fábrica de doces e percebi o meu engano. Estabelecimentos que lidam com manipulação de alimentos adotam a cor branca para seus uniformes tal como estabelecimentos que visam a conservação da saúde e higiene. Meu julgamento não levou em consideração esta última informação nem tão pouco a existência da fabrica de doces naquele local. Além do mais, muitos outros estabelecimentos adotam a cor branca para seus uniformes.

Não podemos negar que algumas ocupações são (numa análise superficial) mais glamorosas que outras.

A situação descrita fez me lembrar de anos atrás de quando ouvia com frequência uma pessoa dizer que achava bonito homem vestido de branco e que queria se casar com alguém que trabalhasse com um uniforme dessa cor.

Ouvia aquela declaração achando graça, pois o uniforme branco assim como descrevi acima poderia indicar várias profissões. O homem poderia ser um médico, dentista, enfermeiro ou açougueiro, manipulador de alimento ou até mesmo um “pai de santo”.

Toda essa observação é apenas uma pequena fatia de um bolo enorme do que podemos dizer a respeito de engano.

As aparências enganam, não é assim que diz o velho ditado?

Quantas coisas julgadas pelas aparências são boas, bonitas, melhores e mais eficazes?

Quantos exemplos, sobre esse assunto, poderíamos citar?

Acompanhe a continuação na próxima postagem.

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom... Parabéns pela percepção e clareza na escrita!
Bispo Robert

Débora Polycarpo disse...

Até aqui muito boa as colacações... aguardarei o final.
Bjs