segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sifrá e Puá

Você leu na postagem anterior a respeito do “desenrolar” da promessa de Deus a Abrão.
Alguns nomes são rapidamente reconhecidos nessa história.
Abraão, Isaque, Jacó e José são os patriarcas que carregaram a promessa e suas famílias são facilmente identificadas, seus nomes estão sempre presentes. Porém outros nomes permanecem nos “bastidores” e somente com um olhar atento podemos identificá-los. Nem por isso são desprezíveis.
No inicio do livro de Êxodo lemos sobre a morte do “último” patriarca de seus irmãos e de toda aquela geração.
Então levantou um outro rei sobre o Egito que não conheceu José e assim as palavras que Deus disse a Abrão começaram a ter efeito mais visível.
Os filhos de Israel são reduzidos á escravidão.
A promessa de uma grande nação começa a se manifestar no cativeiro. Quanto mais aflição, mais os filhos de Israel se multiplicavam, mais cresciam e se fortaleciam. Paradoxo, não? O que poderia barrar o agir de Deus?
Veja só como a situação agora é diferente. As mulheres hebréias estão férteis. Resistentes às pressões. Nem mesmo a vida de dura servidão impedia a fertilidade dessas mulheres. Não havia mais esterilidade.
Faraó se desespera com a situação até que tem uma idéia. Se esse povo não para de se multiplicar o jeito é impedir que tenham filhos!
Para executar seu “plano infalível” faraó chama as parteiras das hebréias, Sifrá e Puá, e lhes ordena que matem os meninos no momento do nascimento.
Observe que o nome de faraó não recebe nenhum mérito nessa história, mas essas duas parteiras têm seus nomes mencionados.
Elas foram vitais no plano de Deus para que os filhos de Israel se multiplicassem no Egito. Por temor a Deus não matavam os meninos, mas em vida lhes conservavam.
Faraó chama de novo as parteiras para tirar satisfação e o que elas dizem?
“É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas”.
Que coisa maravilhosa acontece quando Deus está no controle da situação!
Sifrá e Puá não imaginavam em que o temor a Deus poderia lhes resultar.
O que faraó poderia lhes fazer? Temeram a Deus e mais uma vez o princípio de obediência resulta em benção.
Lemos no final do primeiro capítulo as seguintes palavras:
“E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas”.
Em outra tradução diz que Deus lhes constituiu família.
Fico aqui imaginando.
Será que essas mulheres não eram casadas ou eram estéreis? Quantos filhos das hebréias elas presenciaram nascer? Será que escolheram esse ofício pelo desejo intenso de ser mãe? Será que o simples fato de ajudar em um nascimento de uma criança lhes supria o desejo de ser mãe, já que não podiam gerar e por isso não obedeceram a ordem recebida de faraó?
Mas suas histórias mudaram. Porque temeram a Deus e não tomaram a vida dos filhos de Israel Deus lhes concedeu favor. Tiveram suas próprias famílias e num contexto onde os nomes são tão importantes como na história bíblica, receberam destaque.
Sifrá e Puá foram sensíveis em perceber que o favor de Deus estava com o povo hebreu e por isso decidiram ser participantes do plano maior que era de Deus.
Seja você também, parte na realização dos projetos de Deus!

3 comentários:

André Rodrigues disse...

Paz do Senhor!

É interessante saber q o Senhor pode usar, NOS SEUS MAIORES PROJETOS, os 'anônimos' desta vida... Nomes que nem são considerados, pessoas que não são lembradas, mas delas dependeu uma ATITUDE para que o Senhor formasse o 'povo seu, zeloso, de boas obras', de onde o Senhor constituiu seus 'reis e sacerdotes'.
Isso reforça que podemos marcar nossa geração, ainda que não tenhamos o nome estendido nos murais e 'out- doors' por aí... Eu ainda estou crendo nisso, como aprendi com nosso pastor Jefferson... É inutil passar por esta vida sem ter deixado um 'legado', MESMO SENDO UM ANÔNIMO!

Paz do Senhor Jesus.

Josilene disse...

Ótima reflexão! Isso me faz pensar: o que vale mais a pena em um grande propósito? Ser o protagonista da história (como no caso de faraó) e nem ao menos ter seu nome mencionado...ou, receber destaque como ocorreu com essas mulheres.
A partir disso, conclui que estar disponível para ser usado por Deus nem sempre significa mérito, fama,reconhecimento,...mas, sendo um Deus maravilhoso como é o nosso Deus, como certeza significa:recompensa!!!
O que vale mais? O reconhecimento das pessoas pelo que fazemos ou a recompensa de Deus??? A resposta é clara,né?!

Abraços

Miriam disse...

Oi, que linda meditação! Isso me faz pensar nas passagens bíblicas que nos instruem a fazermos o bem, jejuns e oração em nosso quarto, sem alardes, pois o Deus que tudo vê pode e recompensa mesmo os que estão "nos bastidores". É melhor sermos conhecidos de nosso Deus(como citou a Josi) do que sermos protagonistas que aos olhos de Deus não são nada. Te amo, Miriam