segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Mão na massa

Num dia de casa cheia, de família reunida, passei algum tempo na cozinha. Estava eu lá, entre farinha e ovos, enquanto na sala ao lado a conversa rolava solta.
Já era hora do jantar e eu insisti em fazer macarrão, a massa fresca. Tinha que ser!
Animada com minha maquina de macarrão recém-adquirida, me divertia enquanto ouvia os expectadores dizer: é bem mais prático comprar macarrão no mercado, bem mais prático comprar a massa pronta. 
De fato é bem mais fácil, mas bem menos prazeroso.
Depois de tudo pronto, pasta feita e molho preparado, era hora de servir. O cheiro estava convidativo. O sabor agradou a todos. A receita foi aprovada.  Tamanho foi o meu contentamento ao saber que, por um breve momento, pude fazer felizes aqueles a quem amo com uma receita que eu mesma preparei. 
O trabalho é maior, a bagunça é maior e a satisfação, claro, é maior. E é nisto que se resume todo o esforço.
Quando me sinto desafiada com uma receita, encaro o desafio. Faço muitos testes. Procuro encontrar o erro para não cometê-lo novamente e sigo tentando. Então, quando finalmente consigo acertar, me visto de imensa satisfação. É uma sensação boa de desafio vencido, de barreira superada e na maioria das vezes consigo agradar os expectadores. 
Recentemente fiz uma receita de Mille-feuille (doce francês). Preparei a massa folhada, foram horas de preparo, e pela primeira vez fiz o Crème Patissièr. Tudo demanda tempo e trabalho e quem disse que me importei? Só no outro dia fiz a sobremesa. 
Outra vez ouvi comentários do tipo: Deus me livre! É muito trabalhoso! É verdade, mas, fala sério, a satisfação de saber fazer é muito boa. É muito bom poder dizer: eu sei fazer esta receita. A mesma sensação eu senti quando consegui fazer os “Macarons” (doce francês), o Tiramisù (sobremesa italiana), a Cheesecake (sobremesa americana) entre outras.
É bom agradar as pessoas com uma boa refeição. A satisfação está em superar os desafios. Fazer algo gostoso, que dá prazer. 
O desafio não é um limitador. Ele deve impulsionar. Estimular uma ação, fazer com que se saia do lugar. Se conseguirmos perceber o desafio desta maneira então cresceremos, desenvolveremos em qualquer área da vida. 
Minhas aventuras gastronômicas me tem feito entender isto cada dia mais.
O que quero dizer com isto? “Coloque a mão na massa”, encare o desafio!

Um comentário:

Miriam disse...

Sou feliz por você gostar de agradar cozinhando. Que Deus me conceda estar sempre perto quando você for desafiada. kkkkk. Te amo muito. Sua maninha