quarta-feira, 22 de abril de 2015

Daniel - O decidido

Tenho me exercitado bastante na observação e confesso que dia após dia fico mais surpresa com o comportamento humano. Sei que não sou perfeita e estou longe de alcançar a perfeição. Quem dera estivesse mais à frente neste quesito! Fico admirada com a falta de decisão da sociedade atual, salvo as exceções. 
O que dá a entender é que as “decisões” que se tomam se sustentam numa pequena conjunção condicional: “se”. Eu faço assim, mas se não der certo, faço assado... Eu vou, mas se eu tiver um plano B... E por aí vai. Tudo depende tudo é relativo e o SIM e o NÃO são cada vez mais “flexíveis”. Exemplo disto se pode ver nos casamentos atuais. São compromissos assumidos diante da possibilidade de um divórcio “se” não der certo. Tem sempre um “jeitinho brasileiro” para driblar as decisões. 
Aprendi desde criança que nossa palavra deve ser sim ou não. Uma vez que se toma uma decisão, não se deve voltar atrás. Aprendi que toda decisão tem a sua consequência. 
Particularmente preciso de tempo para pensar para então tomar uma decisão. Esse negócio de “pense rápido” geralmente não funciona comigo. Opto muito pela cautela e responsabilidade e certamente farei o possível para cumprir minha palavra. Aprendi assim e acredito que é o certo. Não digo que é fácil, pois não é. Mas, impossível não é.
Vejo muitas pessoas fracas de caráter, muitas vezes dependentes de uma ajudinha para viver. Não se responsabilizam por suas decisões, aliás, precisam se apoiar na opinião de terceiros para dar uma palavra e que nem sempre se manterá firme. São rápidas nas “decisões” tão rápidas que voltam atrás constantemente. Suas decisões são como gangorras apoiadas no eixo da dúvida: “se”.
Eu oro a Deus que me ajude. Não quero ser como estes. Prefiro ser como Daniel, uma pessoa decidida! O livro de Daniel está cheio de lições sobre decisão; determinação; coragem. Tanto o personagem central como outros personagens como Hananias, Azarias e Misael. Homens que deram a sua palavra defenderam sua postura, assumiram os riscos, sofreram as consequências, mas não voltaram atrás nas suas decisões. Foram provados mais de uma vez e foram persistentes. Suas palavras tiveram peso.
O que precisamos neste tempo é de pessoas que assumam suas responsabilidades... Pessoas que têm a coragem para dizer um SIM ou um NÃO e assumir as consequências... Pessoas que se decidam de verdade, que deixem a gangorra da indecisão de lado e assumam uma postura diante dos fatos.
Decisão é algo sério!

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