terça-feira, 11 de junho de 2013

Não faz sentido!

Ontem enfrentei uma fila. Meu Deus... É preciso muita paciência para realizar tal façanha! 
Vejamos: Era uma segunda-feira, o décimo dia do mês – ou seja, o sexto dia útil, fui a um “Caixa Aqui” que funciona num mercado do bairro e eram três horas da tarde de um dia ensolarado. 
Ao aproximar do caixa, avistei a enorme fila. Ah, tenho que dizer que neste mercado só tem um caixa. 
Não bastasse toda a situação descrita, ainda o “sistema” estava fora do ar. A informação correu pela fila. Não foi uma informação de orientação da atendente. 
Fiquei exatamente uma hora e vinte minutos em pé. Não queria deixar para outro dia o que podia fazer ontem. Foi um exercício e tanto!
Mais uma vez fiquei muito intrigada com a questão do atendimento prioritário. Sério! Eu reconheço que as pessoas que recebem prioridade no atendimento merecem este tipo de atenção. Porém, quando se tem apenas um caixa... Fica difícil engolir certas “prioridades”.
Sei que quando chegar a minha vez poderei usufruir da prioridade. Até lá...
Dá vontade de arrumar uma barriga postiça... Ou levar o sobrinho pequeno para “passear”... Ou pedir a companhia de um “idoso”.
Minha indignação não é por causa das pessoas que realmente precisam de um atendimento mais rápido. Meus pés ficaram doendo de ficar na fila por tanto tempo, imagina os pés dos senhores e senhoras!
Quando vejo três, quatro, seis pessoas passando na frente quando poderiam esperar como os demais, ui! Sinto-me humana demais! 
Quem fiscaliza as prioridades? Polêmico hein?
Enquanto pessoas usavam o atendimento prioritário ouvia alguns senhores e senhoras na fila... Eles estavam contando anedotas, sorrindo e mostrando paciência. Eles poderiam passar na frente, afinal se classificavam na relação de prioridades, mas não fizeram por vontade própria.
Tive tempo para pensar... Analisar... Muito tempo...
Atendimento prioritário é assegurado por lei. É direito dos idosos com idade igual ou superior a 60 anos, direito de gestantes, pessoas com criança de colo e de deficientes.
Por que não facilitar o atendimento prioritário sem sacrificar os demais mortais que enfrentam filas tão grandes? Qual o problema de ser mais específico nas informações? Por que enfrentar filas tem que ser tão chato e exaustivo? Por que é tão difícil exercitar a paciência? 
Tantos porquês! 
Tantas coisas que parecem não fazer sentido...
Lembro-me de Salomão no livro de Eclesiastes... Na versão NVI (Nova Versão Internacional) encontra-se várias vezes esta expressão: “Não faz sentido”. Se você ler, verá como ele descreve estas coisas da vida... 
No cap. 8 verso 17 ele diz: “Então percebi tudo o que Deus tem feito. Ninguém é capaz de entender o que se faz debaixo do sol. Por mais que se esforce para descobrir o sentido das coisas, o homem não o encontrará. O sábio pode até afirmar que entende, mas, na realidade não o consegue encontrar”. 
Então Salomão finaliza o livro dizendo:
Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal”. Ec 12:13-14

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