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Ah, o templo!

Concluí mais uma vez a leitura do livro de I Crônicas da Bíblia Sagrada na semana passada. Os últimos capítulos deste livro falam mais especificamente sobre o templo que ficou conhecido como o ‘templo de Salomão’. Coincidentemente, também na semana passada, a imprensa se ocupou em noticiar a inauguração do templo construído pela IURD em São Paulo. Apesar do imenso desejo de comentar minha leitura bíblica, as manchetes me fizeram desistir da ideia. Fiquei impactada pelo lado negativo. Que contraste!
Felizmente ao ler a postagem do bispo Robert Lambeth, (clique aqui) recobrei o ânimo para postar o que vem ocupando meus pensamentos nos últimos dias.
Os livros de I e II Crônicas reservam alguns detalhes interessantes da história bíblica que por alguma razão ficaram fora de I e II Samuel e I e II Reis, o que torna a leitura interessante e quebra as sequencias de textos repetitivos. 
Chama-me a atenção a origem da história. O ‘templo de Salomão’ na verdade nasceu de um desejo profundo do coração de Davi em dar honras a Deus. Eu tenho Davi como referencia neste quesito (e eu sei que ele foi falho). Mas, o desejo homem tirado do campo para o reino é algo que desejo ter todos os dias no meu coração – o desejo de honrar a Deus, de adorá-lo e estar em sua presença. 
Como rei ele percebeu o quanto mais merecedor era Deus de ter para si uma casa. Ele desejou fazer mais pela ‘presença da glória’ do que tinha feito por si mesmo. Isto é louvável!
Deus, porém, não permitiu que Davi edificasse um templo porque era homem de guerra. No entanto, a história não terminou ali. Deus deu promessa a Davi de que seu filho Salomão era o escolhido para fazer aquela obra.
Neste momento, olhando humanamente para a situação, Davi poderia ter cruzado os braços e descansado na promessa. Ele poderia ter ‘curtido’ a promessa de Deus e aquilo já teria sido o suficiente para aquietar o desejo do seu coração. Afinal, ele não poderia edificar o templo. Mas, não é isto que acontece.
Davi providencia as plantas (desenhos técnicos de toda a obra arquitetônica), ele contrata todo o tipo de trabalhadores (todos peritos em assuntos específicos), ele providencia o ouro, a prata o bronze, a madeira e todos os materiais necessários. Ele não só organiza a questão da obra física como também estabelece o culto. Separa os sacerdotes e os levitas. Ele faz tudo o que pode fazer para garantir que o templo seja edificado por seu filho.
Ao final ele chama toda a congregação de Israel e os coloca a parte de todos estes assuntos e pede deles o apoio para este projeto tão importante. Abre o seu coração e coloca em projeção o seu desejo de adorar ao único que é digno de louvor. 
Davi não podia edificar, mas ele fez tudo o mais que podia... É uma grande lição para os dias atuais.
Muitos estão apenas desejando as construções, os templos, afinal vivemos uma era de ostentação, porém, o desejo de adorar a Deus deve sacudir a nossa alma ao ponto de nos impulsionar a fazer todo o possível e mais um pouco para atrair a presença de Deus que deve ser o motivo do nosso louvor.

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