terça-feira, 30 de julho de 2013

Drive Thru

Certamente você já utilizou um “Drive Thru”. O serviço, uma invenção norte americana, é oferecido a mais de 80 anos e foi especialmente empregado em redes de lanchonetes  que oferecem alimentos fast food: MCDonald’s, Habib’s, Burger King e tantos outros.
A intenção é bem clara, atendimento rápido para clientes que desejam comprar o produto sem sair do carro. Em outras palavras, é um atendimento para pessoas acomodadas.
De fato é bem cômodo ser atendido dentro do carro.
Ontem à noite, por exemplo, já estávamos à vontade dentro de casa esperando para ir para cama, estava cedo para dormir. Ainda não tínhamos jantado e eu, meu pai e minha mãe, queríamos um lanche.
Havia algumas opções, mas eu especificamente queria hambúrguer. 
Eu e minha mãe não estávamos tão animadas a trocar de roupa, arrumar o cabelo, calçar algo melhor que chinelo enfim, estávamos acomodadas dentro de casa. 
Como a fome, quando se fala de comida, fica mais acentuada, me lembrei do MC Drive – o serviço de Drive Thru do MC Donald’s. Sugeri que fossemos do jeito que estávamos mesmo, já que não precisaríamos sair do carro. A sugestão foi aceita e então resolvemos o problema.
Fizemos um passeio rápido, lanchamos e voltamos felizes para casa e tudo sem sair do carro, nada mais cômodo para a ocasião!
Claro que minha história não se repete com frequência, foi algo casual. Passear por um shopping, ver as vitrinas e fazer compras não se faz dentro de um carro. É preciso disposição. 
O alimento fast food pode ser muito saboroso, provei isto ontem à noite novamente. Quem resiste a batatas fritas, hambúrguer e suco de uva geladinho? É muito gostoso! Mas, todos sabemos que no que se refere a nutrição... Um alimento mais saudável requer disposição para prepara-lo, desde a compra dos ingredientes até o consumo. Não dá para se fazer isso acomodado.
Interessante! Vejo semelhança desta história com os relacionamentos contemporâneos. As redes sociais possibilitam relacionamentos ao estilo fast food. São rápidos e cômodos. Um fica de um lado da rede, o outro do outro lado. Não se tem muitos contatos “físicos” e sim muitos contatos “virtuais”. Desta maneira, podem-se filtrar os defeitos e explorar as qualidades (se é que é possível perceber qualidades reais).
Porém, relacionamentos reais, requer disposição. É preciso estar disposto nos tempos bons e tempos ruins, suportar os defeitos e saber aproveitar as qualidades. É preciso doação, emoção, verdade, sinceridade... Tudo isto se constrói, se conquista. Não é fast (rápido), leva tempo.
A comodidade dos alimentos fast food agravou um problema social, a obesidade. Semelhantemente, os relacionamentos “virtuais” tem resultado em problemas sociais, a fragilidade dos relacionamentos reais. 
Não posso generalizar, eu sei. Assim como existem pessoas, que embora consumam fast food, se exercitam e cuidam de sua saúde, existe pessoas conectadas às redes sociais que também cuidam de seus relacionamentos reais. 
O serviço Drive Thru é muito cômodo, mas não é saudável e recomendado consumir fast food com frequência... É bom fazer novas amizades, conhecer novas pessoas, mas amizade real e verdadeira não se faz apenas com um clique... 

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