sábado, 12 de março de 2011

'Eureka, Eureka!'

Gosto de recordar de alguns professores que buscavam agregar historietas em suas aulas com o fim de proporcionar um entendimento da teoria aplicada.

Tenho pensado sobre o “Princípio de Arquimedes” mais especificamente da lenda por trás da teoria quando o sábio grego finalmente concluiu seu raciocínio exclamando com entusiasmo a famosa expressão: ‘Eureka, eureka!’

Não é necessário dizer sobre sua descoberta. Seus princípios matemáticos estão presentes em nossa vida estudantil. Suas descobertas foram de muito valor científico o que tornava importante cada pronunciamento da palavra eureka.

Percebo que essa expressão tem ocorrido com muita freqüência nos últimos anos.

Porém, há de se questionar o valor agregado a essa expressão na boca de muitos indivíduos.

Muitos dizem Eureka quando encontram uma desculpa para pautarem suas faltas de decisões.

Outros gritam Eureka quando descobrem o defeito alheio para desviar o foco dos seus próprios defeitos.

Mas como seria bom se todos nós pudéssemos dizer Eureka com relação às descobertas das nossas próprias intenções, decisões e juízos.

Teríamos um mundo “grego” cheio de sábios e de belezas singulares.

Eu e você precisamos encontrar dentro de nós as razões que nos conduzem às nossas decisões.

Firmar nossos olhos naquilo que é reto; Objetivar nossas escolhas.

É fácil dizer Eureka quando nossos olhos estão analisando o que está do lado externo. Difícil é fazer o mesmo quando olhamos com o mesmo olhar crítico para dentro de nós.

Não jogue a culta pelo fracasso pessoal para outro indivíduo. Você é responsável por suas decisões!

Eu sou responsável por minha própria vida e nada do que está ao meu redor pode ser desculpa para que eu não alcance o meu objetivo.

Difícil, não é? Mas sabemos que é o correto.

Somos facilmente conduzidos a pensar que tem outro responsável pelos nossos fracassos. Porém o legítimo ‘Eureka’ agrega valor a outros e não desqualifica ninguém.

Podemos imitar Arquimedes na sua expressão?

Nossas exclamações de descobertas têm encoberto nossas falhas ou temos agregado algum valor aos nossos próximos?

É algo a se pensar!

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