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O Estrategista

Em alguns momentos da vida nos vemos sem forças para enfrentar os desafios e nem mesmo sabemos o que fazer. São nessas horas que buscamos encontrar uma saída.

Alguns se trancam no seu silêncio buscando encontrar uma resposta, outros viram matracas reclamando de tudo e de todos. Outros simplesmente se deixam cair sobre a poltrona com seus olhos fixos no nada esperando o vento passar.

Nesses momentos que chamamos de lutas, batalhas e pelejas são necessárias estratégias eficazes para que a vitória chegue.

Gosto de olhar para a bíblia sagrada e observar como Israel vencia esses tempos difíceis.

Sendo uma nação escolhida por Deus, eles tinham um jeito muito peculiar de conquistar suas batalhas.

Nas ações táticas espera-se que as tropas exerçam seus melhores planejamentos, forças, valentias e potenciais bélicos, mas esse é o jeito humano de analisar a situação.

Israel não seguia o jeito humano. Era Deus quem pelejava. (isso é... quando eles estavam em obediência)

Olhando para a história descrita em Juízes cap. 7, quando Israel enfrentou os midianitas, vejo uma dessas estratégias de Deus para seu povo.

Deixe-me fazer uma pausa para algumas perguntas.

Você já provou ser despertado do sono por um barulho?

Como foi que você reagiu?

Posso imaginar que como qualquer ser humano você tenha se assustado e a reação foi ter o coração disparado, o corpo tremulo e desorientação. Não é assim que acontece?

Agora pense bem...

Os midianitas estavam armados contra Israel, prontos para pelejar, acampados em vigília esperando o momento de atacar. Entre eles já havia um suspense a respeito daquela peleja por conta de um sonho.

Então o que se vê no decorrer da história é algo realmente interessante.

A pequena tropa de 300 homens é dividida em três.

Potencial bélico?

Nada do que se poderia imaginar. Trombetas e cântaros vazios contendo tochas acesas.

O grito de guerra?

“Pelo Senhor e por Gideão!”

A estratégia?

Ao princípio da vigília da meia-noite, logo depois da troca das sentinelas os três grupos de 100 homens se aproximariam da extremidade do arraial, tocariam suas trombetas e quebrariam os seus cântaros ao som do grito de guerra.

E assim aconteceu.

Não foi necessária nenhuma outra estratégia para essa peleja. Essa foi a vitória conquistada através do assombro. O Senhor tornou a espada de um contra o outro. A bíblia conta que os midianitas ao ouvirem o som e avistar as tochas acesas começaram a correr gritar e fugir.

Fico aqui com meus botões a pensar...

Qual comandante poderia sugerir essa estratégia para uma batalha?

Possivelmente esse pensamento nunca tenha passado pela cabeça de um militar.

Não corresponde a uma tática inteligível na perspectiva humana, mas, essa foi a estratégia que Deus deu para Gideão e deu certo.

Já vi muitas vezes o agir de Deus no meio da igreja e em situações diversas que se deram totalmente diferentes do raciocínio lógico.

Gosto de pensar sobre esse assunto.

Mesmo que não sabemos o que fazer e não tenhamos forças em nós mesmos...

Se nossos olhos estiverem em Deus teremos vitória. Deus nos dará uma estratégia!

Portanto eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro; porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá. (Isaias 29:14)

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