quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quem Ama Corrige?

Recentemente vi uma foto de uma criança quando era ainda um bebê.
Impressionante foi avaliar o seu nascimento e crescimento.
Sua chegada foi esperada com muita festa e representou um marco para toda sua família, porém seu desenvolvimento não tem sido a continuidade da festa.
Torna-se um risco comentar sobre a criação dos filhos alheios (principalmente quando não se tem filhos ainda), mas enquanto presenciava as homenagens ao meu pai pelo seu aniversário, pude refletir sobre a criação e educação que eu e meus irmãos recebemos.
Somos todos crescidinhos (eu nem tanto rs rs rs) e vejo que privilégio tivemos em ter o meu pai e minha mãe como educadores.
Meu pai nunca teve “palmadas” como corretivo, mas também nunca precisou. Suas palavras sempre tiveram um peso maior do que qualquer palmada e eram tão carregadas de verdade e sentimento que fazia nos arrependermos imediatamente de qualquer atitude errada.
Não concordo com os educadores que reprimem a correção por palmadas em crianças. Acredito que a correção é ainda o meio natural para uma boa educação e se apenas conversas se tornam insuficientes consequentemente palmadas se tornam necessárias. (tenho o direito de expressar minha opinião, não é?).
Tudo bem que minha intenção nesse texto não é discursar a respeito de correção de filhos, mas é exaltar uma boa criação.
Agradeço a Deus pela vida do meu pai e da minha mãe e acredito que quando eles olham nossas fotografias de quando éramos ainda bebês, podem se alegrar por terem nos corrigido a tempo de nos dar uma boa educação.
A bíblia nos diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele".
Ontem ao olhar para meu pai completando seus 61 anos me regozijei no Senhor e me senti grata porque ele soube juntamente com minha mãe ensinar a mim e a meus irmãos o caminho certo.
A correção com amor e temor de Deus nos fez permanecer firmados naquilo que aprendemos.
Não vivemos mais pelas experiências de nossos pais, mas agora temos as nossas experiências pessoais com o Deus a quem fomos apresentados ainda bebês.
Não, não pude comprar um presente para o meu pai no dia do seu aniversário, mas quer saber?
Não fez falta!
O que eu e meus irmãos nos tornamos preenche a falta de qualquer presente. Por que digo isso? Os olhos marejados de lágrimas num rosto marcado pelo tempo não escondem sua satisfação.
Daqui a cinco, dez, vinte anos quando olharmos para nossas fotografias de agora o que veremos?
Nosso desempenho como educadores, será contemplado também?
Acredito que se aprendemos o princípio de obediência que nos foi ensinado através das correções veremos o bom resultado.
Ainda aposto no ditado: “quem ama corrige”.

Um comentário:

Miriam disse...

Oi... Só hoje vi a mensagem "Quem ama corrige" e gostei muito. Como mãe vejo o ENORME desafio de formar o bom caráter em meus filhos. Também vejo como nossos pais foram bem sucedidos nessa empreitada. Concordo com você em minha vida tenho experimentado os benefícios do amor expresso em atitudes (palmadas as vezes). Te amo. Miriam